A principal novidade da Fiat para 2026 teve seu nome revelado. Guardado a sete chaves desde a confirmação para o mercado brasileiro, o novo SUV da marca será batizado de Argo, mantendo o nome do carro que ele irá suceder.
A confirmação partiu do CEO da Fiat, Olivier François, em entrevista ao portal francês Auto infos, durante o Salão do Automóvel de Bruxelas. Segundo o executivo, a Stellantis irá “produzir o Grande Panda na América do Sul, em Belo Horizonte, comercializado com o nome Argo”.
A confirmação de François significa um mistério a menos sobre o futuro do agora Novo Argo. Ainda não se sabe, por exemplo, quais mudanças serão realizadas no modelo para ser vendido no Brasil. Há a possibilidade do modelo nacional ser um pouco maior que seu irmão europeu.
Na Itália, o Grande Panda é produzido a partir da plataforma Smart Car, uma evolução da CMP desenvolvida pela Peugeot-Citroën, que já serve de base para Peugeot 208 e 2008, bem como para os Citroën C3, Aircross e Basalt. Esse será o primeiro Fiat com essa plataforma a venda no Brasil.
O Grande Panda europeu mede 3,99 metros de comprimento, 1,76 m de largura, 1,57 m de altura e 2,54 m de entre-eixos. Os motores devem ser o 1.0 Firefly aspirado de 75 cv de potência e o 1.0 Turbo 200 de até 130 cv, tanto na versão a gasolina quanto na opção micro-híbrida, seguindo os passos de Pulse e Fastback.
Nova estratégia e Nova Strada
Segundo François, a chave para os projetos da Fiat está na economia, alcançada por meio de plataformas compartilhadas por meio da Stellantis e também pela convergência entre América do Sul e Europa.
Já vista em outros momentos, mas com modelos importados da Europa para a América, os produtos europeus serão vendidos na América do Sul em um volume inédito. A ideia é criar uma linha global de produtos.
O Grande Panda/Argo será o primeiro veículo dessa abordagem, que deverá ser repetida com o Fastback, cuja segunda geração já está em desenvolvimento na Europa.
Além disso, François confirmou que a sucessora da Fiat Strada, esperada para os próximos anos, fará o caminho inverso, e será vendida no Velho Continente. Porém, ainda não há informações sobre qual plataforma será utilizada, nem o país responsável pelo desenvolvimento da picape.
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