É inegável que as fabricantes automotivas da China estão fazendo uma revolução no mercado automotivo global. No Brasil, marcas como Chery, BYD, Geely, entre outras, reduziram os custos e fizeram muitos motoristas terem acesso aos carros elétricos. Para responder às chinesas, fabricantes “tradicionais” recorrem à sua operação na China e a Volkswagen será mais uma a fazer essa opção.
A GM já traz o Captiva EV, PHEV e Spark EUV, produzidos na China pela Wuling e montados no Ceará, enquanto a Stellantis traz a chinesa Leapmotor e já planeja a produção nacional. Em ambos os casos, as marcas terão compactos elétricos a partir de 2027 e a Volkswagen será a próxima a entrar nesse segmento.
Executivos da marca confirmaram a um grupo de jornalistas no Brasil que a Volkswagen cogita trazer compactos chineses no Brasil. A Autoesporte fala em um compacto elétrico chegando ao Brasil importado para “contenção de danos” e futuramente produzido localmente.
Ainda não há nenhum tipo de informação sobre como será o elétrico compacto vendido pela Volks no Brasil, mas a marca possui diversas parcerias na China que podem dar pistas. Na China, a parceria com a SAIC dará origem à nova geração da Amarok produzida na Argentina.
Da parceria com a FAW, a VW Brasil usará o T-ROC L chinês para cortar tempo no desenvolvimento da nova geração do Taos.
A terceira opção é a parceria entre Volkswagen e JAC, que teve no JAC E-JS1 seu único produto conhecido no mercado brasileiro, porém, é essa joint-venture (Volkswagen Anhui) que produz a família de elétricos ID no mercado chinês, sempre partindo da plataforma MEB, a mesma usada pelos elétricos da Volks na Europa.
Essa terceira via seria muito interessante, uma vez que pode trazer para o Brasil alguns carros com visual similar ao europeu (ID.Cross, por exemplo), mas com custos de produção bem menores e até carroceria maior em relação ao modelo fabricado na Europa.
O ID.Unyx 07 é um exemplo dessa parceria entre Europa e China. Toda a parte estrutural e carroceria do veículo é construída a partir da plataforma europeia MEB, mas a parte mecânica e eletrônica é a chinesa CEA, desenvolvida pela Volkswagen e XPeng para o mercado chinês.
Segundo a Autoesporte, mesmo com o rápido desenvolvimento de produtos da China, o novo modelo ou família de carros elétricos para o Brasil deve demorar cerca de dois anos. Segundo apurações da revista, o modelo “parece ainda não existir”, mas já há um forte apelo para produção local desse veículo até o ano de 2030.
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