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Entenda

Nova Amarok de origem chinesa gera crise na indústria Argentina

Troca de geração da picape reduz indústria local e causa demissões

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Nova Amarok 2027 camuflada
Nova Amarok 2027 camuflada Foto: Divulgação/Volkswagen

A troca de geração da Volkswagen Amarok na Argentina está gerando consequências além da simples mudança de plataforma. Após 16 anos produzindo a picape em General Pacheco, a Volkswagen prepara uma sucessora baseada na chinesa SAIC Maxus Interstellar X, o que já provoca a perda de contratos e a redução de operações na cadeia de fornecedores locais.

De acordo com um levantamento do "Autoblog Argentina", apenas 16 dos 60 fornecedores locais que atendem a Amarok atual estão envolvidos no novo projeto. O dado dimensiona a crise enfrentada pelas fabricantes de autopeças e mostra como a próxima picape tem uma origem industrial diferente da antecessora, que nasceu de um projeto alemão.

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Nova Amarok é mais chinesa que argentina

SAIC Maxus Interestellar X
SAIC Maxus Interestellar X será a base da nova Amarok Foto: Reprodução/autohome.cn

Ao anunciar a nova geração da picape, a Volkswagen destacou a participação de suas equipes sul-americanas em engenharia, desenho e testes para adaptar o veículo às condições locais. No entanto, a base do projeto é a Maxus Interstellar X, desenvolvida pela SAIC na China.

A futura Amarok utiliza a arquitetura da picape chinesa, compartilha boa parte de sua estrutura e pode aproveitar soluções mecânicas da SAIC. Isso resulta em menor dependência de fornecedores e da engenharia local. Embora a produção continue em Pacheco, o nível de integração com a indústria argentina será menor.

Fornecedores não conseguem novos contratos

A mudança ocorre em um momento difícil para a indústria automotiva argentina. No primeiro semestre de 2026, a fabricação nacional de veículos caiu 18,3%, pressionada pelo encerramento de modelos e pela demanda regional mais fraca.

O grupo Stellantis, por exemplo, reduziu o ritmo das linhas do Peugeot 208 e 2008 em El Palomar. No complexo de Ferreyra, eliminou um dos dois turnos dedicados à Fiat Titano e à Ram Dakota, com a previsão de produção caindo de 27 mil para 16,5 mil unidades em 2026.

Até mesmo a Ford Ranger, uma das picapes mais vendidas, teve a velocidade da linha de produção diminuída em General Pacheco para adequar o volume à demanda regional. Nesse cenário, os fornecedores de autopeças no país enfrentam dificuldades para encontrar novos contratos.

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