Uma das características do mercado automotivo da Europa é a existência das peruas, que por lá, resistem ao interesse massivo por SUVs. A fabricante romena Dacia, de propriedade da Renault, acredita que dá pra salvar esse segmento e apresentou o Striker, um misto de perua e SUV.
A silhueta da carroceria passa a ideia de uma station wagon e tem os três volumes muito bem definidos, embora a seção traseira não seja tão longa quanto as peruas tradicionais. A Dacia diz que a ideia com o Striker é explorar uma nova abordagem para o segmento C-SUV e promete combinar o espaço de uma perua, o prazer de dirigir de um sedã e o desenho robusto de um SUV.
Medindo 4,62 m de comprimento (o Renault Boreal mede 4,56, para comparação) e com 1,53 m de altura, o Striker tem comprimento de SUV e altura relativamente baixa, até por isso a comparação com um sedã.
O design é considerado “híbrido” pela marca e aposta em linhas horizontais de peruas e sedãs (que dão a sensação visual de comprimento maior) com detalhes verticalizados, típicos de SUVs, que ajudam a dar a impressão de altura.
O visual se destaca pelos novos faróis em formato de T, e o desenho dianteiro é simples, mas elegante ao mesmo tempo. Na lateral, o destaque fica para o detalhe abaixo dos retrovisores, e pelas rodas de 19 polegadas (opcionais), que não comprometem o vão-livre do modelo, que é de 19 cm nas versões 4x2 e 20 cm nas opções com tração integral.
Ao contrário de Duster, Bigster e Renault Boreal, a porta traseira do Striker traz maçanetas convencionais, porém, o vidro-espia traseiro possui o mesmo formato e também o detalhe em preto que o conecta ao vidro traseiro, indicando uma semelhança com o Bigster.
A traseira repete o padrão óptico da dianteira e há uma inegável semelhança no para-choque traseiro e também no aerofólio traseiro com o Renault Boreal.
Cabine à lá Kardian
Se o exterior parece ser de um veículo premium, a cabine do Dacia Striker não esconde ser um Dacia. O excesso de plásticos e até mesmo o desenho geral mostram uma certa brutalidade, e até combinam com a ideia de robustez e versatilidade do Striker, que é pensado para realizar aventuras off-road.
É inegável a semelhança com os modelos recentes da Renault do Brasil, que usam a plataforma RGMP, uma versão segunda versão da base CMF-LS, utilizada pelos Dacia. Essa proximidade entre as plataformas explicam a similaridade do interior, que traz o mesmo painel de instrumentos (com grafismos diferentes), multimídia, seletor de marcha do Kardian. Do Boreal, o Dacia usa o volante, as teclas estilo piano no painel e seletor de modos de condução em algumas versões.
O modelo terá ao menos quatro versões, trazendo painel de instrumentos digital, multimídia de 10,1” e câmera de ré como itens de série. As versões mais caras terão direito a interior com acabamento melhor, teto panorâmico, navegação integrada ao multimídia, ar-condicionado de duas zonas, entre outras.
Somente híbrida
O Dacia Striker será oferecido com duas opções de motores, sempre com eletrificação. A opção de entrada é a mild hybrid 140, que utiliza o sistema híbrido-leve de 48V com um motor elétrico trabalhando como motor de partida e gerador de energia, enquanto outro motor é posicionado na caixa de câmbio. A potência é de 140 cv e é entregue somente para o eixo dianteiro.
Os modelos mais caros terão o motor “150 Hybrid”, que como o nome sugere, é mais potente e entrega 150 cv, combinando motor gerados pelo motor 1.2 que traciona as rodas dianteiras, mas pode atuar como um gerador de energia. O motor elétrico traseiro funciona para dar tração integral ao modelo quando há a necessidade, mas pode também ser o responsável por mover o Striker.
Segundo a Dacia, esse sistema híbrido recarregável (HEV) permite uma autonomia total de 980 km (segundo o ciclo WLTP) e permite que 80% dos deslocamentos urbanos aconteçam “com energia exclusivamente elétrica“. Algo próximo a esse conjunto deverá estrear no Brasil com o Boreal 4x4 híbrido em breve.
A Dacia afirma que a versão de entrada ficará abaixo dos 25 mil Euros (R$ 147,3 mil).
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