O Nissan Sentra está com os dias contados no Brasil. A fabricante confirmou que o sedã médio está chegando ao fim de seu ciclo de vida no país, encerrando uma trajetória marcada por baixo volume de vendas e pela perda de espaço para os SUVs. Com a despedida do modelo, cresce a expectativa para a chegada do Nissan N7, sedã elétrico desenvolvido na China em parceria com a Dongfeng.
Segundo dados da Fenabrave, o Sentra emplacou apenas 341 unidades em 2026, desempenho insuficiente para justificar sua permanência no portfólio da marca. Mesmo após receber atualizações na linha 2025, o sedã não conseguiu reagir em um segmento que encolhe ano após ano.
A Nissan afirma que a decisão faz parte do ciclo natural de vida do produto e informou que divulgará seus próximos passos "no momento oportuno". Embora ainda não confirme oficialmente um sucessor, o Nissan N7 já foi flagrado em testes no Brasil, indicando que a fabricante estuda ampliar sua presença no segmento de elétricos.
Produzido na China, o Nissan N7 utiliza um motor elétrico de 272 cv e 30 kgfm de torque, alimentado por uma bateria de 73 kWh. A autonomia declarada é de até 600 quilômetros no ciclo chinês. O sedã também supera o Sentra em tamanho, com 4,93 metros de comprimento e entre-eixos de 2,91 metros, posicionando-se em uma categoria superior.
O Sentra vendido atualmente no Brasil é equipado com motor 2.0 aspirado de 143 cv e 20 kgfm, sempre associado ao câmbio automático CVT. Na última atualização, o modelo recebeu novos equipamentos de segurança, como monitor de ponto cego, alerta de tráfego cruzado, assistente de permanência em faixa e câmera 360° nas versões mais completas.
Caso o N7 seja confirmado para o mercado brasileiro, a Nissan mudará completamente sua estratégia para o segmento de sedãs, substituindo um modelo a combustão por um elétrico importado da China. A decisão também acompanha a tendência global da marca de acelerar sua eletrificação e buscar novos nichos diante da queda de demanda pelos sedãs médios tradicionais.
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