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Problemas com impostos

Carro elétrico mais barato do Brasil têm vendas suspensas

Devido a cobranças inesperadas sobre a importação, a E-Motors paralisou as vendas dos modelos e devolveu o dinheiro aos compradores

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Emova Easy
Emova Easy Foto: Emtors/Divulgação

O Emova Easy, atualmente o carro elétrico mais barato do Brasil, teve as vendas suspensas pela E-Motors. A decisão também afeta o Emova Urban, segundo modelo mais acessível da marca. De acordo com a importadora, todos os clientes que haviam realizado a reserva dos veículos receberam o reembolso integral do valor pago como sinal. 

Segundo a empresa, a suspensão ocorreu devido ao aumento expressivo do custo do frete marítimo entre a China e o Brasil, além da elevação da alíquota do imposto de importação para veículos elétricos, que passou a 35% a partir de 1º de julho. 

Conforme informou a E-Motors, o preço de um contêiner de 40 pés saltou de US$ 1.800 (R$ 9.362)no início do ano para cerca de US$ 10.200 (R$ 53.055), tornando inviável a importação das unidades já encomendadas. Apesar da paralisação, a fabricante afirma que pretende retomar as vendas assim que os custos de importação voltarem a níveis mais viáveis. No entanto, ainda não há uma previsão para que isso aconteça. 

A E-Motors também informou que não pretende repassar aos consumidores os custos adicionais causados pelo aumento do imposto de importação. Segundo a empresa, o objetivo continua sendo oferecer veículos elétricos a preços mais acessíveis e ampliar o acesso à eletrificação no país. 

Emova Urban
Emova Urban Foto: Emtors/Divulgação

Lançado por R$ 69.990, o Emova Easy chegou ao mercado para ocupar o posto de carro elétrico mais barato do Brasil. O hatch é homologado para quatro ocupantes e, na versão de entrada, oferece itens como rodas aro 14, sensor de estacionamento traseiro e sistema de áudio. Já na versão Comfort, o diferencial é a presença de série da central multimídia e câmera de ré, e parte do valor de R$ 75.990.

Antes de adotarem os nomes atuais, os modelos eram chamados de EV2 e EV3. A mudança ocorreu após a Kia questionar o uso das nomenclaturas, que já estavam registradas pela montadora sul-coreana no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).