O Renault Kwid parecia ter ficado de fora dos planos de renovação da Renault até o momento. Com Kardian, Boreal, Niagara, entre outros lançamentos, o subcompacto nascido na Índia parecia esquecido, mas terá uma nova geração em breve.
Assim como a geração atual, o Kwid será desenvolvido na índia, onde usará uma plataforma específica e até então inédita, a RGEP (Renault Group Entry Platform). Essa base é uma evolução da CMF-A utilizada pelo Kwid atual e deverá seguir os passos da RGMP (Renault Group Modular Platform), baseada na CMF-B, e que foi aplicada em Kardian, Boreal e futuramente Niagara.
A nova plataforma deverá ser utilizada por carros relativamente acessíveis e com maior foco no mercado indiano e asiátio. A tendência é que Triber e Kiger, modelos derivados do Kwid na Índia, se tornem mais rebuscados e até maiores.
Motor turbo e GNV
A estrutura será “multi-energética”, mas a Renault não divulgou planos de conjuntos híbridos para essa base, mas sim uma motorização 1.0 turbo movida a gás natural (GNV) com os cilindros integrados ao chassi, permitindo um ganho de porta-malas. Na Índia, o gás natural é um combustível muito utilizado, e por isso há a demanda por esse artifício.
Porém, a engenhosidade da Renault também funciona para as versões 100% elétricas, já que as baterias poderão ser instaladas no mesmo espaço, no caso de carros mais compridos.
Entre as novidades da plataforma estão também uma nova arquitetura eletrônica, que permitirá a adoção de melhores multimídias, painel de instrumentos digital e mais sensores.
Europeu diferente
O Kwid é vendido na Europa como Dacia Spring, somente com motorização 100% elétrica, mas será totalmente diferente nos próximos anos. Atualmente produzido na China, a nova geração do modelo passará a ser fabricada na Eslovênia e terá como base a plataforma CMF-B EV. Flagras do modelo em testes mostraram semelhanças visuais com o novo Renault Twingo, mas deverá ser mais acessível que o primo francês.
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