Um Bugatti Tourbillon protótipo se envolveu em um acidente durante testes realizados na região da Sierra Nevada, na Espanha, após precisar frear diante de uma situação inesperada no trânsito. O hipercarro reduziu a velocidade depois que um Kia XCeed parou repentinamente em um semáforo, mas o Volkswagen Polo que vinha logo atrás não conseguiu frear a tempo e acabou atingindo a traseira do Bugatti.
Embora as imagens indiquem que os danos mais aparentes ficaram concentrados na região traseira do Tourbillon, o acidente chama atenção pelo enorme contraste entre os dois veículos envolvidos. O Polo europeu custa cerca de € 25 mil, cerca de R$ 147.900, pouco mais caro que o modelo vendido no Brasil. Enquanto o Bugatti Tourbillon tem preço inicial de aproximadamente € 3,8 milhões (R$ 22,4 milhões), o que coloca o hipercarro em uma categoria de valor completamente diferente.
Tourbillon é um dos carros mais sofisticados já desenvolvidos pela Bugatti e utiliza um conjunto híbrido formado por um motor 8.3 V16 aspirado desenvolvido com a Cosworth e três motores elétricos. A potência combinada chega a 1.800 cv, enquanto a transmissão é uma caixa de dupla embreagem de 8 marchas, com bateria de 24,8 kWh capaz de permitir uma autonomia elétrica de aproximadamente 60 km.
O desempenho também coloca o Tourbillon em outro universo em relação ao compacto alemão, com aceleração de 0 a 100 km/h em apenas 2s. A Bugatti ainda promete que o modelo chegue de 0 a 400 km/h em menos de 25s, enquanto a velocidade máxima pode chegar a 445 km/h em condições específicas.
Do outro lado da colisão estava um Volkswagen Polo da geração atualmente vendida na Europa, modelo que também tem relação direta com o mercado brasileiro. A configuração europeia utiliza motores 1.0, incluindo versões aspiradas de 80 cv e 1.0 TSI de 95 cv ou 110 cv, com câmbio manual de até 6 velocidades ou DSG de 7 marchas dependendo da versão.
Apesar da diferença gigantesca de preço e desempenho, o acidente mostra uma situação bastante comum no trânsito e que não depende do valor ou da capacidade do veículo envolvido. Mesmo equipado com um sistema de frenagem de alto desempenho e desenvolvido para suportar velocidades extremas, o Tourbillon estava sujeito às mesmas condições imprevisíveis do trânsito que qualquer outro carro.
O caso também evidencia por que acidentes envolvendo carros extremamente exclusivos podem gerar uma conta de reparo desproporcional. O Tourbillon utiliza fibra de carbono, freios de carbono-cerâmica e pneus específicos, fazendo com que uma colisão pequena possa resultar em um reparo caro em um modelo limitado a 250 unidades.
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