x
UAI
Tecnologia

Como funciona a frenagem automática do carro? O sistema pode falhar?

Entenda a tecnologia por trás dos sensores e câmeras que detectam o perigo e freiam o veículo sozinho, e saiba quais são as suas limitações no dia a dia

Publicidade
A chegada da frenagem automática de emergência (AEB), simbolizada pela placa "AEB 2024", adicionará custos, mas promete mais segurança nas ruas.
A chegada da frenagem automática de emergência (AEB), simbolizada pela placa "AEB 2024", adicionará custos, mas promete mais segurança nas ruas. Foto: Inteligência Artificial/Gemini

A decisão do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) de tornar a frenagem automática de emergência (AEB) obrigatória em todos os carros novos no Brasil colocou a tecnologia em evidência. A regra, que já está em vigor para novos projetos de veículos homologados desde janeiro de 2026, será estendida para 100% da frota nova a partir de 2029. O sistema, que promete evitar acidentes, atua como um anjo da guarda eletrônico, mas muitos motoristas ainda se perguntam como ele funciona na prática e, principalmente, se pode apresentar falhas.

Essa tecnologia opera como um copiloto sempre alerta. Utilizando uma combinação de sensores, como radares e câmeras localizados no para-brisa ou na grade frontal do veículo, o sistema monitora constantemente a via à frente. Ele identifica outros carros, pedestres e ciclistas, calculando a distância e a velocidade de aproximação. Os testes previstos na regulamentação abrangem diferentes situações de tráfego, com velocidades específicas para cada tipo de obstáculo.

Ao detectar um risco iminente de colisão, a primeira ação do carro é emitir alertas sonoros e visuais para chamar a atenção do condutor. Se não houver reação humana, como pisar no freio ou desviar, a central eletrônica assume o controle e aciona os freios de forma autônoma e com força máxima. O objetivo é impedir o acidente ou, no mínimo, reduzir drasticamente a gravidade do impacto.

Embora a obrigatoriedade total seja futura, diversas montadoras já oferecem o AEB em muitos de seus modelos vendidos no Brasil, incluindo marcas como BYD, GWM, Toyota, Volkswagen, Honda e Hyundai, popularizando o recurso antes mesmo da exigência legal.

O sistema de frenagem automática pode falhar?

A resposta é sim. Apesar de ser um avanço notável em segurança, a frenagem automática é um sistema de assistência, não um substituto para um motorista atento. Sua eficácia pode ser comprometida sob certas condições. Chuva intensa ou neblina, por exemplo, podem interferir na "visão" dos sensores e das câmeras, limitando sua capacidade de detecção.

A sujeira também é uma inimiga. Lama, poeira ou até mesmo insetos grudados sobre os sensores podem bloquear seu funcionamento. Da mesma forma, situações de baixa luminosidade ou o ofuscamento da câmera por luz solar direta podem gerar leituras imprecisas e impedir a atuação correta do sistema.

É fundamental entender que a tecnologia depende do bom estado dos componentes mecânicos do veículo. Pneus em bom estado e um sistema de freios com a manutenção em dia são cruciais para que o comando eletrônico de frenagem seja executado com a máxima eficiência no asfalto.

Vale destacar que a tecnologia também avança no Brasil. Em uma iniciativa pioneira, o Senai de Pernambuco desenvolveu um sensor nacional para sistemas de frenagem automática, um passo importante para a produção de componentes locais e a redução de custos no futuro.

• Assista aos vídeos do VRUM no YouTube e no Dailymotion!