A Stellantis anunciou nesta terça-feira que estará comprometida com o projeto E-Car. Idealizado pela Comissão Europeia, o novo segmento de carros na região busca aquecer o mercado automotivo do Velho Continente com modelos compactos, acessíveis e zero emissão, retomando velhos conceitos de carros europeus do passado, mas com a sustentabilidade necessária para o presente.
Segundo a Stellantis, o E-Car da empresa será “pequeno, inovador, acessível e totalmente elétrico” e desenvolvido a partir da ideia de “mobilidade para todos”.
O modelo chegará ao mercado em 2028 e a produção será na fábrica italiana de Pomigliano, atualmente responsável pelo Alfa Romeo Tonale e que, no passado, foi responsável pelo Fiat Panda, Autobianchi Y10, e outros modelos da Alfa.
A Stellantis afirma que “os modelos E-Car” terão design de ponta e contarão com tecnologias elétricas de última geração. Por mencionar “modelos”, é possível esperar ou mais de um modelo ou o mesmo modelo replicado para diversas marcas, como acontece com o segmento de vans e com o "quadriciclo elétrico" Citroën Ami, vendido também como Opel e-rocks e Fiat Topolino.
A Citroën, inclusive, parece ser uma das principais interessadas no projeto. O CEO da fabricante já mencionou em entrevistas recentes um “sucessor espiritual do do 2CV” justamente para fazer os europeus voltarem a comprar carros.
E qual o preço?
A agência de notícias Reuters afirma que o modelo terá preço na casa dos 15 mil euros (87,8 mil na cotação atual). Por esse valor, o consumidor italiano consegue comprar apenas um Fiat Pandina (Panda da geração antiga).
O Fiat Grande Panda parte de 17.400 Euros (R$ 101,9 mil), enquanto a versão elétrica do modelo custa a partir de 22.900 Euros (R$ 134,1 mil), enquanto o Dolphin Mini, vendido por lá como Dolphin Surf, parte de 19.790 Euros (R$ 115,9 mil).
- Acompanhe o VRUM também no YouTube e no Dailymotion!