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Duração da bateria

Autonomia de elétricos: o que é mito e o que é verdade no dia a dia

Entenda como ar-condicionado, trânsito e seu modo de dirigir afetam a bateria do seu carro elétrico

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Carregador de recarga rápida da BYD
Carregador de recarga rápida da BYD Foto: Divulgação/BYD

A autonomia divulgada pelas montadoras de carros elétricos, como a BYD, é um dos números mais observados pelos consumidores. No entanto, o alcance real no dia a dia pode ser bem diferente do valor oficial. A diferença não é engano, mas o resultado de uma equação complexa que envolve seu estilo de condução, o clima e até o trânsito que você enfrenta.

O número que consta na etiqueta do veículo segue o padrão do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV), coordenado pelo Inmetro. Ele é obtido em testes padronizados, realizados em laboratório com condições controladas de temperatura, velocidade e terreno. É uma referência útil para comparar modelos, mas raramente reflete o uso cotidiano. Por isso, os números do PBEV costumam ser mais conservadores que os do padrão europeu WLTP, que para o mesmo carro pode indicar uma autonomia maior.

O que mais afeta a autonomia real

O principal fator que influencia o consumo de energia é o seu pé direito. Acelerações bruscas e velocidades elevadas drenam a bateria rapidamente. Dirigir de forma suave, antecipando as paradas e aproveitando a frenagem regenerativa, que recupera parte da energia, é o segredo para estender o alcance do carro.

O sistema de climatização é outro grande consumidor. Em dias quentes, o uso intenso do ar-condicionado pode reduzir significativamente o alcance. O mesmo vale para o aquecimento em dias de frio intenso, já que ambos os sistemas consomem energia diretamente da bateria principal, a mesma que move o carro.

O relevo do trajeto também faz diferença. Subidas íngremes exigem muito mais do motor elétrico, impactando o consumo. Por outro lado, o trânsito pesado das cidades pode ter um efeito duplo. O para e anda constante permite que a frenagem regenerativa atue mais vezes, mas manter o carro ligado e o ar-condicionado funcionando com o veículo parado também consome carga.

Modelos como o BYD Seal, por exemplo, têm uma autonomia oficial de 372 km no ciclo do Inmetro, enquanto opções mais compactas como o Dolphin Mini registram 280 km. Em um cenário de uso urbano e moderado, é possível se aproximar ou até superar essas marcas. Contudo, em uma viagem rodoviária com velocidade constante entre 100 km/h e 110 km/h, ar-condicionado ligado e mais ocupantes, o alcance real tende a ser significativamente menor.

A melhor forma de entender a autonomia do seu elétrico é observar o computador de bordo. Com o tempo, ele se adapta ao seu estilo de condução e passa a exibir uma estimativa de alcance cada vez mais precisa para a sua realidade.

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