A segurança dos carros vendidos no Brasil está prestes a dar um salto significativo. O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) determinou que o sistema de frenagem autônoma de emergência (AEB) será um item obrigatório em todos os veículos novos a partir de 2029.
Com previsão para entrar em vigor em pouco mais de dois anos, a medida visa reduzir drasticamente o número de acidentes, especialmente colisões frontais e atropelamentos.
Essa tecnologia, que já equipa modelos mais caros, atua como um copiloto eletrônico sempre alerta, capaz de intervir para evitar ou mitigar o impacto de uma batida quando o motorista se distrai ou não reage a tempo. Sua implementação representa um dos maiores avanços em segurança veicular no país nas últimas décadas.
Como funciona a frenagem automática?
O sistema de frenagem automática utiliza uma combinação de sensores, como radares e câmeras, geralmente instalados na dianteira do veículo, para monitorar constantemente a via à frente. Esses "olhos" eletrônicos identificam outros carros, pedestres, ciclistas e obstáculos.
Um processador central analisa os dados em tempo real, calculando a distância e a velocidade relativa dos objetos. Se um risco iminente de colisão é detectado, o sistema entra em ação em estágios. Primeiro, ele emite alertas sonoros e visuais para chamar a atenção do condutor.
Caso não haja nenhuma reação, como desviar ou pisar no freio, o carro assume o controle e aciona os freios de forma autônoma e com força máxima. O objetivo é parar o veículo completamente ou, se não for possível, reduzir a velocidade para minimizar os danos da colisão.
Por que a tecnologia se tornará obrigatória?
A decisão do Contran acompanha uma tendência global de tornar os veículos mais seguros. O foco principal da medida é diminuir as colisões frontais, muito comuns no trânsito urbano, e proteger os usuários mais vulneráveis das vias, como pedestres e ciclistas, que são frequentemente vítimas de atropelamentos por distração.
A partir de 1º de janeiro de 2029, a frenagem automática será obrigatória em todos os carros novos fabricados no Brasil, sem exceções para projetos já existentes. A regra exigirá que o sistema funcione em uma faixa de velocidade entre 10 km/h e 60 km/h. Atualmente, diversos modelos de marcas como Toyota, Volkswagen, Hyundai, BYD e GWM já oferecem o item de série ou como opcional, antecipando a regulamentação.
Quais os tipos de sistemas existentes?
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Urbano: projetado para atuar em baixas velocidades, geralmente abaixo de 50 km/h. É altamente eficaz para evitar as clássicas batidas de "para-choque com para-choque" no trânsito lento das cidades.
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Rodoviário: utiliza sensores de maior alcance, capazes de operar em altas velocidades. Este sistema consegue detectar veículos a centenas de metros de distância e se prepara para uma frenagem mais intensa.
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Com detecção de pedestres e ciclistas: a versão mais avançada do sistema. Suas câmeras e software são programados para reconhecer o formato do corpo humano, permitindo que o carro freie para evitar atropelamentos, inclusive durante a noite em alguns modelos.
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