Durante os anos 90 e principalmente nos anos 2000, os carros conversíveis viveram uma verdadeira era de ouro. Modelos como BMW Z4, Audi TT Roadster, Mercedes-Benz SLK e até opções mais acessíveis, como o Peugeot 206 CC, transformaram os veículos sem teto em objetos de desejo. Eles apareciam em filmes, videoclipes e comerciais como símbolo de liberdade, luxo e estilo de vida descontraído.
Na época, o segmento cresceu impulsionado principalmente pelo apelo emocional, que ia muito além da performance. Dirigir com o teto aberto virou sinônimo de status, especialmente em mercados como Europa e Estados Unidos. Alguns fabricantes chegaram a investir pesado em versões conversíveis de praticamente todos os tipos de carroceria, incluindo hatchbacks, sedans e até SUVs.
Entretanto, desde 2020, houve a ascensão dos SUVs e os custos elevados de desenvolvimento, fizeram o segmento perder força. Muitos modelos tradicionais foram aposentados sem substitutos diretos, como aconteceu com o Audi TT, encerrado pela Audi após décadas de sucesso. Até marcas historicamente ligadas aos conversíveis passaram a reduzir drasticamente suas ofertas.
Outro fator importante foi a mudança no comportamento do consumidor, já que os carros passaram a ser vistos cada vez mais como um item de mobilidade do que objeto emocional. Além disso, os conversíveis modernos ficaram caros demais para grande parte do público, virando produtos de nicho. Hoje, boa parte das opções restantes está concentrada em marcas premium ou superesportivos extremamente exclusivos.
Mesmo assim, algumas marcas ainda tentam manter viva essa cultura, sendo o exemplo mais recente o MG Cyberster, roadster elétrico lançado pela MG com visual futurista e forte inspiração nos esportivos conversíveis clássicos britânicos. O modelo surge justamente com a proposta de resgatar parte da emoção perdida dos carros sem teto, agora adaptada à era da eletrificação.
Atualmente, o segmento dos conversíveis vive uma realidade muito diferente daquela febre vista duas décadas atrás. Ainda existem modelos relevantes, como Mazda MX-5 Miata, BMW Z4 (recém aposentado) e alguns esportivos da Porsche e Mercedes-Benz, mas o mercado é muito menor e mais restrito.
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