Para quem deseja tirar a CNH em Minas Gerais, será necessário enfrentar um exame prático com novas regras, válidas desde de 13 de fevereiro de 2026, após a implementação de mudanças pelo Detran-MG com base na Resolução nº 1.020/2025 do Contran. A principal alteração envolve a tradicional prova de baliza, que deixou de ser uma etapa eliminatória isolada e passou a integrar o conjunto completo da avaliação prática, aproximando o exame de situações reais enfrentadas no trânsito.
Em Minas Gerais
Até então, cometer um erro na baliza significava reprovação imediata, independentemente do restante do desempenho do candidato. Com a nova regra, a manobra continua sendo exigida, mas passa a funcionar dentro de um sistema de pontuação, no qual as falhas são contabilizadas e somadas às demais ocorridas ao longo do percurso.
A baliza pode resultar em até 10 pontos perdidos, mas o candidato continua o exame normalmente, incluindo a condução em vias públicas, e a aprovação passa a depender da avaliação global do comportamento ao volante.
A mudança representa uma transformação importante na lógica do exame prático, que deixa de avaliar o candidato com base em um único momento decisivo e passa a considerar sua capacidade geral de condução. O novo formato permite que o examinador observe aspectos mais amplos, como controle do veículo, respeito à sinalização, tomada de decisões e interação com o tráfego.
Estados onde a baliza não é mais obrigatória
Em estados como São Paulo, Santa Catarina, Amazonas, Espírito Santo e Mato Grosso do Sul, a prova de baliza foi completamente retirada do exame prático, e a avaliação passou a se concentrar exclusivamente na condução em vias públicas.
O objetivo desta mudança é priorizar a análise da capacidade do candidato de circular com segurança em situações reais. Desse modo, é possível ver sob o quais habilidades específicas de estacionamento podem ser aprimoradas com a experiência após a obtenção da habilitação.
Estados onde a baliza segue sendo obrigatória
Por outro lado, alguns estados ainda mantêm o modelo mais tradicional, no qual a baliza continua sendo uma etapa isolada e eliminatória. Em locais como Rio de Janeiro, Paraná, Acre e Bahia, o candidato precisa ser aprovado na manobra de estacionamento antes de avançar para a etapa de circulação, e qualquer falha considerada grave pode resultar na reprovação imediata
Ao adotar um formato intermediário, Minas Gerais busca equilibrar os dois modelos, mantendo a exigência da baliza como parte da formação do condutor, mas eliminando seu caráter decisivo isolado. A proposta é tornar o exame mais justo e representativo da condução real, reduzindo a pressão sobre uma única manobra e ampliando o foco na avaliação completa das habilidades do futuro motorista.
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