A montadora chinesa Great Wall Motor (GWM) estima que as baterias de estado sólido ainda levarão cerca de cinco anos para alcançar uso amplo na indústria automotiva. A avaliação foi compartilhada pelo presidente da empresa e reforça uma percepção crescente no setor: apesar do potencial revolucionário, a tecnologia ainda enfrenta desafios técnicos e de custo.
As baterias de estado sólido são apontadas como o próximo grande salto dos veículos elétricos, prometendo maior densidade energética, recargas mais rápidas e maior segurança em comparação às atuais baterias de íon-lítio. No entanto, segundo a GWM, a produção em larga escala ainda depende de avanços industriais e redução de custos, o que deve ocorrer de forma gradual ao longo da próxima década.
Enquanto isso, a estratégia da empresa tem sido investir em soluções intermediárias, como as baterias semissólidas. Esse tipo de tecnologia combina eletrólitos líquidos e sólidos, oferecendo melhorias progressivas em autonomia, durabilidade e segurança, além de ser mais viável para produção no curto prazo.
Durante a CES 2026, a GWM apresentou uma bateria semissólida de 140 Ah, que utiliza ânodos de silício e novos processos de fabricação para aumentar a densidade energética e a estabilidade térmica. A expectativa é que essas soluções comecem a chegar ao mercado já a partir de 2026, funcionando como uma etapa de transição rumo ao estado sólido completo.
Especialistas do setor concordam com essa visão mais cautelosa. Pesquisadores indicam que os primeiros veículos com baterias totalmente sólidas devem surgir em aplicações limitadas entre 2026 e 2027, mas a adoção em massa ainda deve levar vários anos.
Com isso, o cenário mais provável para os próximos anos é de evolução gradual, com tecnologias híbridas ganhando espaço antes que a promessa das baterias de estado sólido se torne realidade no mercado global.
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