Pressionadas pelo avanço das montadoras chinesas e por tarifas cada vez mais pesadas em mercados estratégicos, como os Estados Unidos, Nissan, Honda e Mitsubishi decidiram intensificar uma colaboração estratégica focada em reduzir custos e acelerar o desenvolvimento de novas tecnologias. A iniciativa envolve principalmente eletrificação, software e até o compartilhamento de modelos entre as três fabricantes.
A parceria tem como objetivo dividir os altos investimentos exigidos para desenvolver transmissões eletrificadas e sistemas inteligentes, um movimento considerado essencial para preservar a saúde financeira das empresas diante da nova realidade do setor automotivo. Segundo executivos, o intercâmbio de veículos entre as marcas está em estudo, permitindo preencher lacunas no portfólio sem gastar bilhões em projetos totalmente novos.
O foco principal está na América do Norte, onde tarifas e a concorrência internacional aumentaram a pressão sobre as montadoras japonesas. O CEO da Nissan, Ivan Espinosa, reconheceu que o ambiente hostil obrigou rivais históricas a buscar um “terreno comum” para proteger suas margens de lucro e manter a competitividade.
Na prática, essa colaboração já começa a aparecer. Um exemplo é o uso da base do Mitsubishi Outlander PHEV para criar o Nissan Rogue híbrido plug-in, evidenciando o reaproveitamento de projetos para economizar tempo e dinheiro no desenvolvimento.
Além disso, as três empresas trabalham nos bastidores para que os resultados dessa cooperação apareçam em futuros planos estratégicos, incluindo o possível lançamento de novos SUVs desenvolvidos em conjunto. A ideia é transformar rapidamente as conversas em produtos reais antes que o mercado global mude novamente.
No contexto mais amplo, esse tipo de aliança se tornou cada vez mais comum, já que o custo para desenvolver carros elétricos, software e plataformas modernas subiu drasticamente, tornando difícil para montadoras tradicionais competir sozinhas.
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