O sidecar surgiu no início do século XX como uma alternativa para ampliar a capacidade das motocicletas. O acessório consiste em um compartimento instalado na lateral da moto, permitindo transportar um passageiro ou pequenas cargas. Com o passar dos anos, ficou famoso principalmente durante as duas guerras mundiais, quando foi amplamente utilizado por forças militares em diversos países.
Após o fim dos conflitos, o sidecar perdeu espaço para os automóveis, mas continuou presente em mercados específicos e entre colecionadores. Atualmente, ele ainda é utilizado para lazer, turismo, transporte e até por empresas que realizam entregas. Além disso, marcas como Ural, uma fabricante russa, seguem produzindo motocicletas já equipadas com o acessório de fábrica.
No Brasil, o uso do sidecar é permitido, desde que a instalação siga as normas previstas pela legislação. O equipamento precisa ser homologado, instalado por empresa especializada e registrado no documento da motocicleta após inspeção de segurança veicular. Sem essa regularização, o veículo não pode circular legalmente pelas vias públicas.
Apesar de ser regularizado, nem todas as motocicletas podem receber a adaptação. As regras permitem a instalação apenas em motos com motor de, no mínimo, 125 cm³, enquanto scooters e motonetas não podem utilizar o equipamento. Na prática, modelos street, custom, trail e clássicos costumam ser os mais indicados por oferecerem maior resistência estrutural.
A adaptação exige a instalação de suportes específicos que unem o sidecar ao chassi da motocicleta, além de reforços estruturais para suportar o peso extra. Também são necessários ajustes na suspensão e na parte elétrica, permitindo o funcionamento das lanternas e demais equipamentos do compartimento lateral.
Pilotar uma motocicleta equipada com sidecar também exige um período de adaptação. Como o conjunto passa a ter três rodas, a moto deixa de inclinar nas curvas e apresenta um comportamento bastante diferente em acelerações, frenagens e mudanças de direção. Por isso, especialistas recomendam que o condutor pratique antes de utilizá-la no trânsito.
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