A Toyota revelou detalhes sobre o novo sistema híbrido previsto para a próxima geração do Corolla. Quarto veículo mais vendido da marca nos Estados Unidos no ano passado, o modelo deve ingressar em sua 13ª geração no ano-modelo 2028 com uma nova gama de motores.
A base da motorização será uma nova família de motores de quatro cilindros e 1,5 litro, desenvolvida desde o início para operar em sistemas híbridos. A novidade terá variantes aspirada e turbo, projetadas para serem menores e mais eficientes em comparação aos conjuntos substituídos.
A configuração aspirada de 1,5 litro substituirá o motor atual de 1,8 litro com quatro cilindros e a opção de 1,5 litro com três cilindros. Atualmente, o Corolla híbrido combina o propulsor 1,8 a dois motores elétricos para entregar 138 cavalos de potência, enquanto o motor de três cilindros opera em modelos a gasolina vendidos no exterior.
Eficiência energética e ganhos aerodinâmicos
Os motores a combustão funcionarão conectados a novas unidades elétricas de tração, compostas por motor elétrico, inversor e unidade de controle de potência. Mais leves e compactos, esses componentes permitem desenhar um capô rebaixado e uma silhueta com menor resistência ao ar.
A fabricante planeja alcançar uma economia de combustível superior a 15% com o conjunto híbrido. O ganho decorre de quatro fatores técnicos:
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menor atrito mecânico;
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gestão térmica aprimorada;
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redução de perdas elétricas;
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menor arrasto proporcionado pela carroceria aerodinâmica.
Plataforma compartilhada e novas opções motrizes
Um gráfico divulgado pela fabricante exibiu a silhueta de um veículo semelhante ao conceito apresentado no Salão de Tóquio do ano passado. A apresentação indica sistemas híbrido convencional, híbrido plug-in e totalmente elétrico, com a chance de o Corolla abandonar opções exclusivamente a combustão, repetindo decisões tomadas para Camry e RAV4.
A criação de componentes compactos viabiliza o uso da mesma plataforma para modelos elétricos, híbridos plug-in e híbridos tradicionais, sem exigir modificações no formato do veículo ou no espaço interno. Essa arquitetura comum diminui custos de desenvolvimento e confere agilidade para adaptar a produção à demanda do público.
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