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Fim da isenção

Imposto de elétricos chega a 35% em julho: veja o impacto no preço

Com alíquota em 25%, faltam 4 meses para o imposto máximo; entenda o cenário e o histórico da medida

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75 unidades do BYD Dolphin Mini em transporte
75 unidades do BYD Dolphin Mini em transporte Foto: Divulgação/BYD

A era dos carros elétricos importados com imposto zerado no Brasil está em sua fase final. Desde o início de 2024, o governo federal implementou uma retomada gradual do imposto de importação para veículos eletrificados, medida que impactou significativamente os preços e o planejamento de quem sonha em ter um modelo a bateria na garagem.

A mudança foi progressiva. Para carros 100% elétricos (BEV), a alíquota, que era zero, subiu para 10% em janeiro de 2024, aumentou para 18% em julho do mesmo ano e, desde julho de 2025, está em 25%. A etapa final ocorrerá em julho de 2026, quando a taxa atingirá a alíquota máxima de 35%.

O objetivo da medida é incentivar a produção nacional de veículos elétricos e híbridos, fortalecendo a indústria automotiva no país. Para o consumidor, no entanto, o resultado prático tem sido um aumento constante no valor final dos veículos importados, que ainda representam a maior parte do mercado de eletrificados.

O impacto direto no seu bolso

Modelos que se popularizaram por seus preços competitivos, como o BYD Dolphin e o GWM Ora 03, sentiram o impacto diretamente. Carros que chegaram ao mercado com valores na faixa de R$ 150 mil em 2023 viram seus preços subirem a cada nova etapa da alíquota. Com a taxa atual e a iminência dos 35%, o custo para o consumidor final ficou consideravelmente mais alto em comparação com o período de isenção.

Para mitigar os aumentos iniciais, muitas marcas anteciparam a importação de grandes lotes de veículos no final de 2023, antes do início da cobrança. Essa estratégia ajudou a manter os preços durante os primeiros meses de 2024, mas os estoques se esgotaram e os novos lotes, importados sob as novas regras, já refletem os custos tributários mais elevados há bastante tempo.

A retomada do imposto também afetou os híbridos de forma escalonada. Para os híbridos plug-in (PHEV), a alíquota, que era zero, hoje está em 28% (desde julho de 2025). Já para os híbridos convencionais (HEV), a taxação começou em 15% em janeiro de 2024 e atualmente está em 30%. Ambos os tipos também atingirão a alíquota máxima de 35% em julho de 2026.

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