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Frenagem autônoma já é obrigatória em novos projetos, mas frota antiga segue desprotegida

Sistemas podem reduzir drasticamente colisões traseiras, segundo estudos. Entenda o que mudou com a legislação de segurança em 2026.

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Sistema de frenagem autônoma de emergência alerta motorista sobre pedestre em via urbana
Sistema de frenagem autônoma de emergência alerta motorista sobre pedestre em via urbana Foto: Divulgação/Volvo

A segurança viária no Brasil deu um passo importante em 2026 com a implementação de novas regras para tecnologias automotivas. Embora muitas colisões pudessem ser evitadas com sistemas já disponíveis, a obrigatoriedade de alguns itens, como a frenagem autônoma de emergência, começa a mudar este cenário, embora ainda não contemple toda a frota circulante.

Os carros novos vendidos no Brasil terão que contar com sistemas avançados de assistência ao motorista, incluindo a frenagem automática de emergência, a partir de 2029. A medida faz parte de uma nova exigência de segurança definida pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran).

Sistemas avançados de assistência ao motorista (ADAS) têm um papel crucial na redução de acidentes. Estudos internacionais, como um divulgado pela Bosch, indicam que a frenagem autônoma pode prevenir até 72% das colisões traseiras com feridos. Outras pesquisas apontam para uma redução de cerca de 50% nesse tipo de acidente, que está entre os mais comuns no trânsito urbano.

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Como funcionam as tecnologias

A principal delas é a frenagem autônoma de emergência (AEB). Usando sensores e câmeras, o sistema detecta a iminência de uma colisão com outro veículo ou pedestre e aciona os freios automaticamente, mesmo sem a intervenção do condutor.

Outra ferramenta importante é o assistente de permanência em faixa (LKA). Ele monitora as faixas da via e corrige suavemente a trajetória do volante caso o carro comece a sair da pista involuntariamente, um recurso fundamental para evitar acidentes por distração ou sonolência.

Complementam o pacote o alerta de ponto cego, que avisa sobre a presença de outros veículos em áreas não cobertas pelos retrovisores, e o controle de cruzeiro adaptativo (ACC), que ajusta a velocidade do carro para manter uma distância segura do veículo à frente.

O avanço da legislação no Brasil

A legislação brasileira tem avançado para tornar o trânsito mais seguro. Após o controle de estabilidade (ESC) se tornar item de série obrigatório em 2024, uma nova regra entrou em vigor: desde 1º de janeiro de 2026, a frenagem autônoma de emergência (AEB) é exigida em todos os novos projetos de carros e utilitários leves lançados no país. O próximo passo será em 1º de janeiro de 2029, quando o item se tornará obrigatório para 100% dos veículos vendidos, incluindo modelos que já estavam em produção.

Apesar do avanço regulatório, a presença desses sistemas ainda não é uniforme no mercado. Em muitos modelos populares, tanto hatches quanto SUVs, o pacote completo de ADAS costuma ser oferecido apenas nas versões de topo de linha, deixando as configurações de entrada sem recursos importantes como o assistente de permanência em faixa ou o controle de cruzeiro adaptativo.

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