A General Motors pagará 220 milhões de dólares (R$ 1,19 bilhão) para encerrar acusações de coleta e venda ilegal de dados de comportamento e localização de motoristas. As informações seguiam para intermediários que as repassavam a seguradoras responsáveis por definir e elevar valores de apólices.
O acordo soluciona contestações apresentadas por 35 procuradores-gerais estaduais dos Estados Unidos. As queixas envolviam o programa Smart Driver, que cadastrou milhões de condutores entre 2016 e 2024, quando acabou descontinuado.
Regras de consentimento e privacidade
A montadora divulgava o Smart Driver como ferramenta para ajudar motoristas a aprimorarem a segurança ao dirigir. A empresa violou a privacidade dos clientes ao descumprir a promessa de não comercializar registros sem autorização prévia. Muitos dos inscritos também participavam do OnStar, serviço voltado a segurança, navegação e diagnósticos veiculares.
De acordo com informações da agência "Reuters", a resolução exige que a GM limite a quantidade de registros recolhidos dos automóveis. A fabricante precisa obter autorização expressa dos clientes antes de realizar a coleta ou o compartilhamento dessas informações.
Um porta-voz da empresa sediada em Detroit afirmou que a medida reforça ações já adotadas: "experiências mais seguras, úteis e personalizadas são viabilizadas por dados de veículos conectados, e a GM está comprometida em ser clara sobre quais informações são usadas, como são protegidas e as escolhas que os clientes têm sobre o que compartilham".
Companhias de seguros utilizam a chamada telemetria para acompanhar os hábitos dos condutores, sob o argumento de que a tecnologia compensa a condução segura com apólices mais baratas:
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Allstate
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Progressive
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Geico, pertencente à Berkshire Hathaway
Outros órgãos fiscalizadores também avaliam o tratamento de dados pela montadora. Em maio, a GM concordou em pagar 12,75 milhões de dólares para encerrar apurações na Califórnia sobre a suposta venda de dados a dois intermediários.
Em janeiro do ano passado, a fabricante já havia firmado um compromisso com a Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos. O termo impede a divulgação de registros de geolocalização veicular e comportamento dos motoristas para agências de relatórios de consumo pelo período de cinco anos.
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