A Tesla finalmente apresentou a segunda geração do esportivo Roadster. Após nove anos de atraso, a fabricante de carros elétricos surpreendeu ao fazer o carro literalmente voar na apresentação e adicionar tecnologia aeroespacial.
Revelado horas após o conceito Porsche Mission S, o novo Tesla Roadster não carrega nada do conceito apresentado em 2017 e parece uma evolução do Cybercab com alguns elementos visuais de carros como Ford GT90 Concept e Audi Nuvolari. Oficialmente, a Tesla declara que o visual do modelo é inspirado no caça F-35 e no SR-71 Blackbird.
Segundo a Tesla, o novo Roadster terá direção por fios, frenagem por fios e aceleração por fios. Essa última já é comum em carros modernos, conhecida como acelerador eletrônico, a direção por fios, substituindo a tradicional coluna de direção está cada vez mais comum e a Peugeot promete na próxima geração do 208 com o volante Hypersquare.
O modelo terá aerodinâmica ativa e um sistema de sucção parecida como já visto no Chaparral 2J na década de 70 e em outros esportivos recentes como o Gordon Murray T.50 e McMurty Spéirling. O sistema adiciona saias nas laterais do Roadster e suga o ar debaixo do carro, aumentando a aderência.
Na apresentação, o Roadster subiu uma rampa e chegou a ficar de ponta cabeça, porém, o modelo aterrissou em segurança após surpreender e usar propulsores a gás para virar o carro e realizar uma aterrissagem em segurança. A tecnologia é derivada dos foguetes da Space X.
Segundo a Tesla e Elon Musk, são 10 propulsores espalhados pelo carro que utilizam gás de alta pressão. Há um tanque com 600 litros de capacidade dentro do veículo especificamente para essa função, e de acordo com o fundador da marca, o ar usado para isso é atmosférico e pode ser “reabastecido” com o movimento do carro.
Aceleração digna de jato
São justamente esses propulsores de ar que fazem do Tesla Roadster ter uma aceleração digna de um jato. O modelo vai de zero a 60 milhas (97 km/h) em um segundo, mas a Tesla afirma que durante os testes, o modelo atingiu a velocidade em apenas 0.81 segundo.
Outra informação divulgada pela Tesla é a velocidade máxima, que será superior aos 370 km/h. Somando essa aceleração e o sistema de sucção, Musk afirma que o Roadster irá “destruir todos os recordes existentes” nas pistas de corrida pelo mundo.
É necessário, porém, ter um certo ceticismo. O modelo apresentado no Texas se tratava de um conceito. Embora a fabricante prometa o início da produção para 2028, considerando a quantidade de tecnologia embarcada, e os conhecidos atrasos da Tesla, a data de produção parece extremamente ousada.
Vale ressaltar que a Tesla não fez nenhum anúncio da parte técnica do modelo, portanto, não se sabe qual a potência, configuração dos motores ou alcance das baterias.
Interior minimalista
A cabine do conceito mantém o padrão minimalista dos demais carros da Tesla. Digno de conceito ainda, a cabine traz apenas um volante bem pequeno, lembrando até volantes de veículos de corrida ou ficção, uma vantagem da tecnologia steer by wire, já usada nos Tesla com volante que lembra um “manche”.
O interior traz apenas dois lugares, se mantendo fiel ao protótipo de 2019 e ao Roadster de primeira geração. Não há botões físicos para além do volante, o que apesar de futurista, já é algo tradicional nos modelos da Tesla.
Preços e versões
Segundo o site da Tesla, serão três versões: Performance, Thrust (com aceleração abaixo de 1 segundo) e Rocket (capaz de saltar e “voar”). Essa última variante terá apenas um lugar e para comprar será necessário receber um convite da Tesla.
Os preços não foram divulgados, mas para adquirir um Roadster Perfomance, a Tesla pedia um depósito de 50 mil dólares (R$ 253,9 mil) em 2019. Rumores dizem que a versão topo de linha custará no mínimo 250 mil dólares (R$ 1,26 mi), mas não há nenhuma pista desse valor por parte da Tesla.
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