A GWM está avançando na sua operação no Brasil. Aos poucos, a empresa chinesa vai conquistando o mercado com os produtos da família Haval e Poer e promete ofensividade com o Ora 5, que passará a ser uma família de veículos em breve.
A informação partiu de Ricardo Bastos, responsável pelas relações institucionais e governamentais da GWM ao programa CBN Autoesporte.
“O Ora 5 é um grande sucesso de vendas que será produzido na nova fábrica, com a plataforma One. Ela pode receber diversos tipos de carroceria e motorização, como híbridos, híbridos plug-in e elétricos. Vamos trazer todo este contexto para a nossa nova fábrica nacional, várias carrocerias e motorizações”.
Recentemente o SUV ganhou uma inédita versão híbrida plug-in no mercado chinês e a declaração do executivo praticamente confirma a chegada dessa nova variante e também de uma inédita opção híbrida plena (HEV).
É possível que a linha Ora seja expandida e além das versões, ganhe mais modelos no mercado nacional, visando justamente atingir uma faixa maior de consumidores. Vale lembrar que o Ora 5 hoje parte de R$ 163.990, sendo vendido somente na versão 100% elétrica.
A nova fábrica mencionada por Bastos é a planta de Aracruz (ES) que está sendo construída pela GWM e, de acordo com a Autoesporte, será responsável por produzir modelos de alto volume, com capacidade de produção quatro vezes maior que a fábrica de Iracemápolis (SP) justamente para atender o mercado brasileiro e também exportar veículos.
Hoje, a GWM produz Haval H6, H9 e Poer P30 em Iracemápolis, com capacidade para até 50 mil unidades por ano.
Além dos Ora 03 e 5, a GWM importa da China o Wey 07 e o Tank 300. Segundo Ricardo Bastos, a fábrica capixaba poderá ganhar novos modelos no futuro e até mesmo as linhas Tank e Wey podem ser produzidas no local, mas dependerá da resposta do mercado.
Lançamentos no segundo semestre
Para o fim do ano, a GWM terá ainda mais dois lançamentos: o Haval H7 chegará como opção híbrida plug-in a gasolina acima do H6 (com quem compartilha plataforma, inclusive) e abaixo do H9.
O visual será mais robusto e próximo ao H9, mas a estrutura de carroceria monobloco prioriza conforto assim como no H6. A motorização será 1.5 turboflex de 150 cv e 24,4 kgfm de torque e com dois motores elétricos. Os três motores vão combinar para 364 cv e 77,5 kgfm de torque.
No caso do Tank 400 a ideia será aumentar ainda mais a ofensiva contra o Toyota SW4. O modelo tem visual agressivo e pretensões off-road. Ao contrário do H9, que é diesel, o Tank 400 será híbrido plug-in com motor 2.0 turbo e motor elétrico que combina para 421 cv de potência e 76,5 kgfm de torque.
As estreias dos modelos acontecerão na próxima semana durante o Festival Interlagos.
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