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Stellantis pode perder Fiat e Peugeot na Austrália

Saída da marca francesa é dada como certa, enquanto Fiat está cada vez mais próxima de deixar o país

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Peugeot 208 contará com sigla já utilizada por 205 e 206
Peugeot 208 contará com sigla já utilizada por 205 e 206 Foto: Divulgação

O avanço das marcas chinesas está próximo de fazer duas vítimas na Austrália: Segundo portais locais, Peugeot e Fiat sairão do mercado local até o fim do ano por conta do baixo volume de vendas no país.

No caso da Peugeot, a marca francesa é representada por um importador independente, algo próximo ao que acontece com a Kia no Brasil até o momento, e os responsáveis pela empresa do leão decidiram não renovar a concessão de importação.

O movimento é similar ao que aconteceu com a Citroën no país quase dois anos antes, quando a Inchcape, a mesma empresa responsável pela representação da Peugeot no país, encerrou as vendas da marca alegando baixas vendas. Na ocasião, a Ferrari vendeu mais carros que a Citroën.

Hoje, a Citroën australiana opera apenas realizando manutenção dos veículos.

Nos primeiros cinco meses de 2026, a Peugeot emplacou apenas 373 unidades, 35% a menos que o volume do período em 2025. O carro-chefe são os veículos comerciais, como o furgão Partner, que corresponde por quase metade (43%) das vendas.

Oficialmente, a Stellantis afirma que a Peugeot seguirá presente na Austrália e manterá a distribuição de carros por lá, mas sem a Inchcape.

Fiat próxima do adeus

Fiat 500e modelo 2021 hatch elétrico cinza de frente em movimento no asfalto com mato ao fundo
Fiat 500e chegou a ser vendido no Brasil, mas nunca fez sucesso, muito por conta do alto valor pedido pelo modelo Foto: Jorge Lopes/EM/D.A Press

Importantíssima no Brasil, a Fiat também deve se despedir do mercado australiano em breve. Segundo a imprensa local, a tradicional fabricante italiana também está perto de sair da Austrália.

No caso da Fiat, a situação é talvez ainda mais complicada, pelo fato que a gama de carros de passeio oferecida no país conta apenas com 500, 500e e Abarth 500e.

No ano anterior, o mercado australiano comprou apenas 400 modelos da Fiat. Vale ressaltar que a operação da empresa no país nunca foi muito volumosa. Em 2014, o melhor ano de vendas, apenas 5.758 carros foram vendidos. Para efeito de comparação, somente no mês passado, o Fiat Pulse teve 5.349 unidades vendidas no Brasil.

Segundo o portal The Drive, na semana anterior, o estoque total da Fiat no país contava com apenas 15 veículos, todos ano-modelo 2023, sendo nove Abarths.

Nem mesmo descontos atrativos de até 43.990 dólares australianos (R$ 156,9 mil) foram suficientes para encerrar o estoque de alguns modelos.

Linha comercial será mantida

Enquanto os modelos de passeio estão próximos de serem extintos, a linha de veículos comerciais será mantida no país. Nesse caso, os veículos são os já conhecidos Scudo e Ducato.

A Stellantis não confirmou o futuro da Fiat na Austrália até o momento, mas afirmou que “avalia futuras oportunidades de produtos” e continuará oferecendo suporte técnico aos clientes. Vale ressaltar que a operação da Fiat no país é da própria empresa, e não depende de um importador.

Vale ressaltar que a Fiat está em uma ofensiva de produtos até 2030 e lançou recentemente o Grizzly e Grizzly Fastback na Europa, mas ainda não se sabe se a marca tentará emplacar esses veículos na Austrália.

Até o momento, somente África, Oriente Médio e claro, Europa, receberão esses modelos, que chegarão ao Brasil com outros nomes. Rumores apontam que ao chegar na América do Sul, os lançamentos recentes da Europa serão batizados de Pulse e Fastback.