A Honda encerrará 2026 com quatro carros híbridos no Brasil: Civic, Accord, CR-V e Prelude, contudo, a marca também trabalha em um conjunto eletrificado desenvolvido e fabricado no Brasil, segundo informações da Quatro Rodas.
Segundo o site, a informação é de que a marca está desenvlvendo um conjunto nacional para equipar seus carros produzidos localmente: City hatchback e sedan, WR-V e HR-V, todos movidos pelo propulsor 1.5 aspirado de 126 cv e 15,5 kgfm de torque, e no caso do modelo mais caro, há também uma opção turbo de 177 e 24,5 kgfm de torque.
A reportagem afirma que detalhes técnicos ainda não foram especificados pela fonte, que diz que a tecnologia ainda não passou pelas validações técnicas e comerciais necessárias. Contudo, a tendência é que a tecnologia adotada seja híbrida leve (MHEV) nos carros com motor aspirado. Essa tecnologia já é adotada por outros carros da mesma faixa de preço de City e WR-V.
Os modelos híbridos leves podem ser encontrados em variantes de 12V (como no caso dos Stellantis com motor 1.0 Turbo) ou 48V (No caso dos Stellantis 1.3 turbo, Tiggo 5X e Kia Stonic). Em ambos os casos, o sistema híbrido leve substitui motor de partida e alternador por um motor gerador, que cumpre essas funções e também auxilia o motor a combustão em retomadas e acelerações leves, mas em hipótese alguma tem força para tracionar as rodas sozinho.
Quais as vantagens de um híbrido leve?
Para o consumidor, a vantagem desse sistema se traduz em cerca de 10% de economia de combustível em uso urbano (dependendo do caso), facilidade de manutenção no conjunto mecânico, bem como isenção ou redução do IPVA dependendo do estado onde o veículo está registrado.
Para a fabricante, o sistema pode ser instalado em um projeto já existente e sem grandes alterações no motor, estrutura do carro e carroceria. No caso dos modelos da Fiat, por exemplo, há uma segunda bateria instalada sob o banco do motorista.
No caso do Civic Híbrido (já com sistema pleno e:HEV), a bateria do sistema é de alta tensão (260V) e ocupa todo o espaço abaixo do banco traseiro. Nesse caso, o motor elétrico é maior e a tração é primariamente elétrica. Esse sistema é mais avançado e caro de se produzir, mas também apresenta números de consumo excelentes.
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