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MHEV

Carro híbrido-leve vale a pena? Como funciona e 5 modelos com a tecnologia

Conhecida como MHEV, a tecnologia é uma porta de entrada para a eletrificação; entenda suas vantagens, desvantagens e veja exemplos de carros que usam o sistema

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Fiat Toro chega com ADAS de série e duas versões MHEV a partir de R$ 197 mil
Fiat Toro chega com ADAS de série e duas versões MHEV a partir de R$ 197 mil Foto: Eduardo Lucizano/Vrum

Você já ouviu falar em carro híbrido-leve, ou MHEV? Essa solução, que promete mais eficiência com um custo menor, está se tornando comum e já equipa desde SUVs compactos a modelos de luxo vendidos no Brasil.

Diferente de um híbrido convencional (HEV) ou plug-in (PHEV), o MHEV não tem capacidade de mover o carro usando apenas eletricidade. Sua função é auxiliar o motor a combustão em momentos específicos, como nas arrancadas e acelerações, para reduzir o consumo de combustível e as emissões de poluentes.

O sistema utiliza um pequeno motor elétrico, que também atua como gerador, alimentado por uma bateria, que geralmente é de 12V ou 48V. O sistema de 48V é mais robusto e oferece uma assistência elétrica mais significativa, resultando em maior economia de combustível em comparação com a versão de 12V. Ele permite que o sistema start-stop funcione de forma mais suave e por mais tempo, além de fornecer um torque extra que alivia o trabalho do motor principal. O resultado é uma melhora na economia de combustível que pode chegar a 10%, dependendo do modelo e do uso.

Como funciona e quais as vantagens?

A grande vantagem do MHEV é seu custo de implementação, que é significativamente menor do que o de sistemas híbridos mais complexos. Isso permite que a tecnologia seja aplicada em carros mais acessíveis, democratizando um primeiro passo na eletrificação.

Para o motorista, o benefício principal é a redução no consumo de combustível, ainda que modesta. Além disso, em alguns estados, veículos com essa tecnologia podem ter descontos ou isenção no IPVA. A principal desvantagem é que o ganho de eficiência não se compara ao de um híbrido completo, que pode rodar no modo elétrico.

Conheça 5 modelos com a tecnologia MHEV

A tecnologia já está presente em diversos segmentos. Separamos cinco exemplos que mostram a versatilidade do sistema híbrido-leve no mercado.

Fiat Toro Bio-Hybrid
Anunciada para chegar ao mercado em 2026, a picape da Fiat combinará o motor 1.3 turbo flex de 176 cv ao sistema Bio-Hybrid. A expectativa é que a tecnologia ajude a dar mais agilidade nas saídas e a otimizar o consumo, especialmente no trânsito urbano, onde o sistema start-stop é mais exigido.

Kia Stonic
Um dos primeiros a popularizar a sigla MHEV no país, o SUV compacto une um motor 1.0 turbo a um sistema de 48V. O modelo é focado na eficiência e se destaca por ser um dos híbridos mais acessíveis do Brasil, entregando médias de consumo elogiáveis.

Caoa Chery Tiggo 7 Pro Hybrid
O SUV médio da Caoa Chery usa um sistema de 48V para auxiliar o motor 1.5 turbo. A tecnologia entrega um torque adicional em baixas rotações, melhorando a resposta do acelerador e tornando a condução mais ágil, além de contribuir para a economia.

Audi A3
No segmento premium, o Audi A3 (versões Sedan e Sportback) equipa o motor 2.0 TFSI com um sistema MHEV de 48V. Aqui, o foco é tanto a eficiência quanto a performance, garantindo respostas mais rápidas e um funcionamento mais suave do conjunto mecânico.

Land Rover Discovery Sport
Até mesmo SUVs de luxo e com capacidade off-road, como o Discovery Sport, adotaram o MHEV. No modelo, o sistema auxilia os motores Ingenium (gasolina ou diesel) a reduzir o consumo e as emissões, sem comprometer a força necessária para um veículo desse porte.

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