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Governo retira benefício do diesel e prepara corte na gasolina

Benefício de R$ 0,35 por litro para o diesel já foi encerrado, enquanto o governo prepara a retirada da subvenção da gasolina

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Caminhão sendo abastecido com óleo diesel no posto de combustível
Caminhão sendo abastecido com óleo diesel no posto de combustível Foto: Arquivo EM

O governo federal iniciou a retirada gradual dos subsídios concedidos aos combustíveis durante a recente escalada dos preços do petróleo. A primeira medida foi o fim da subvenção de R$ 0,35 por litro destinada ao diesel, que deixou de ser paga às distribuidoras a partir deste mês. A decisão faz parte da estratégia da equipe econômica de desmontar, aos poucos, o pacote de ajuda criado durante a crise provocada pelas tensões no Oriente Médio.

O anúncio foi feito pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, que afirmou que as condições que justificaram a criação do benefício mudaram com a queda das cotações internacionais do petróleo. Segundo ele, o governo pretende retirar todas as subvenções aos combustíveis nos próximos meses, mas de forma gradual para evitar impactos bruscos sobre os preços nas bombas.

Bico de bomba de etanol sendo colocada no bocal do tanque de veículo prata em posto de combustíveis.
Postos de combustível relata dificuldades após guerra no Oriente Médio Foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A.Press

Além do fim do auxílio de R$ 0,35 por litro para o diesel, a equipe econômica avalia encerrar uma segunda subvenção, atualmente de cerca de R$ 1,12 por litro, também destinada ao combustível. Na gasolina, o benefício de R$ 0,44 por litro deverá começar a ser reduzido na próxima semana, seguindo a mesma lógica de retirada progressiva.

Os subsídios foram criados em maio para impedir que a alta do petróleo, impulsionada pelo conflito no Oriente Médio, chegasse integralmente ao consumidor brasileiro. Em vez de reduzir impostos, o governo optou por repassar recursos diretamente às refinarias e importadoras, evitando aumentos imediatos nos preços dos combustíveis.

A reversão das medidas também acompanha o restabelecimento de outras cobranças que haviam sido suspensas temporariamente, como a incidência de PIS/Cofins sobre o diesel e o fim do acordo firmado com os estados para amenizar os custos de importação do combustível. A expectativa do Ministério da Fazenda é eliminar completamente os subsídios caso o cenário internacional continue favorável e o petróleo permaneça em patamares mais baixos

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