Parceira de diversas fabricantes “tradicionais” na China, a Dongfeng (que será chamada de DFM por aqui) está iniciando suas operações no mercado brasileiro nos próximos meses, e já trabalha em busca de uma fábrica local. Segundo a Autoesporte, o novo alvo da marca é a estrutura em Campo Largo (PR) que pertencia à Fiat/Stellantis.
Enquanto a chinesa negocia com as parceiras de longa data Nissan e Stellantis para usar as fábricas de Resende e Porto Real, ambas no interior do Rio de Janeiro, a revista afirma que há negociações para adquirir a planta de Campo Largo, que fazia motores para a Fiat.
A fábrica paranaense nasceu em 1997 com o investimento da Chrysler para a produção de modelos da Dodge Dakota, mas encerrou sua produção em 2001, quando a marca norte-americana foi adquirida pela Daimler.
A estrutura ficou ociosa até 2008, quando a Fiat adquiriu a estrutura e passou a produzir motores na planta paranaense. Sob comando dos italianos, a fábrica ficou encarregada dos motores 1.4 e 1.8 da família E-torQ, que foram produzidos até 2022. Com o fim da linha desses propulsores por questões de emissões, a atividade em Campo Largo foi encerrada desde então.
Segundo a Autoesporte, DFM, Stellantis e o governo paranaense realizam reuniões para tratar sobre a negociação da fábrica. Não há clareza, até o momento, sobre como funcionaria a operação local.
Como a fábrica operou somente para produzir motores, será necessário investimentos para voltar a produzir automóveis no local, mesmo que em sistemas de CKD/SKD. Segundo a Autoesporte, a DFM não descartou a possibilidade de manter as parcerias produtivas com Nissan e Stellantis, mesmo com a compra da própria fábrica.
A intenção da fabricante chinesa é tomar uma decisão até o fim de agosto, quando a marca será apresentada ao público brasileiro durante o Festival Interlagos.
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