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Guerra no Oriente Médio e China derrubam vendas globais da Toyota

Montadora registra a quarta queda mensal seguida, com impacto da crise logística no Oriente Médio e da forte concorrência de elétricos chineses

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Toyota RAV4 de frente
Toyota RAV4 de frente Foto: Divulgação/Toyota

A Toyota voltou a registrar queda nas vendas globais em maio, marcando o quarto mês consecutivo de retração. A maior fabricante de automóveis do mundo vendeu 885.207 veículos no período, considerando também a subsidiária Daihatsu, número 7,4% inferior ao registrado no mesmo mês de 2025. A produção também encolheu 5,8%, totalizando 857.765 unidades.

Segundo a montadora, a combinação entre os efeitos do conflito envolvendo Irã e Estados Unidos no Oriente Médio e a crescente pressão das fabricantes chinesas de veículos elétricos afetou diretamente os resultados. Embora o cessar fogo tenha reduzido as tensões na região, a navegação pelo Estreito de Ormuz ainda não voltou completamente ao normal, prejudicando a logística de exportação e o fornecimento de componentes.

Toyota RAV4 em movimento
Toyota RAV4 em movimento Foto: Divulgação/Toyota

Os números refletem esse cenário. As vendas da Toyota no Oriente Médio despencaram 38,6% em maio, enquanto na China a retração foi de 31,7%, resultado atribuído principalmente ao avanço das marcas locais de elétricos e híbridos. O mercado chinês se tornou um dos maiores desafios para as fabricantes japonesas, que vêm perdendo espaço para concorrentes nacionais.

Durante a divulgação dos resultados financeiros em maio, o diretor financeiro Takanori Azuma afirmou que a Toyota exporta entre 500 mil e 600 mil veículos por ano para o Oriente Médio e estimou que quase metade desse volume poderá ser impactada pelos problemas logísticos causados pela crise na região.

Diante desse cenário, a Toyota já projeta um ano fiscal mais difícil. A empresa espera lucro operacional de cerca de 3 trilhões de ienes até março de 2027, abaixo dos 3,8 trilhões registrados no exercício anterior, refletindo o aumento dos custos de matérias primas e as incertezas nas cadeias globais de suprimentos.