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ESTADOS UNIDOS

Governo Trump acusa BYD de ajudar forças armadas da China

Embora a inclusão não represente sanções imediatas, a decisão tem impactos relevantes nos EUA

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BYD é uma das principais fabricantes de carros elétricos do mundo
BYD é uma das principais fabricantes de carros elétricos do mundo Foto: Divulgação/BYD

O governo do presidente Donald Trump voltou a elevar a pressão sobre grandes empresas chinesas. Nesta segunda-feira (8), o Departamento de Defesa dos Estados Unidos, conhecido como Pentágono, incluiu a montadora chinesa BYD em uma lista de companhias que, segundo Washington, auxiliam as forças armadas da China. A relação também passou a incluir gigantes da tecnologia como a Alibaba e a Baidu.

A medida faz parte de uma atualização da chamada lista de "empresas militares chinesas", elaborada pelo Pentágono. Segundo o governo norte-americano, as companhias listadas mantêm vínculos ou contribuem para o fortalecimento da estrutura militar de Pequim, direta ou indiretamente.

BYD Dolphin G
BYD Dolphin G Foto: BYD/Divulgação

Embora a inclusão não represente sanções imediatas, a decisão tem impactos relevantes. Pela legislação dos Estados Unidos, órgãos ligados ao Departamento de Defesa ficarão impedidos, nos próximos anos, de contratar ou adquirir produtos e serviços dessas empresas.

BYD entra no centro da disputa entre EUA e China

Donald Trump
Donald Trump Foto: Reprodução

A presença da BYD na lista chama atenção porque a fabricante se consolidou como uma das maiores montadoras de veículos elétricos do mundo e ampliou rapidamente sua atuação internacional, incluindo mercados da América Latina e da Europa.

O documento divulgado pelo Pentágono também adicionou outras empresas chinesas consideradas estratégicas para o avanço tecnológico do país asiático. Entre elas estão companhias ligadas à inteligência artificial, biotecnologia, robótica e semicondutores, setores vistos pelos Estados Unidos como fundamentais para a competitividade militar e econômica da China.

A nova atualização substitui uma versão anterior da lista que havia sido publicada brevemente em fevereiro e depois retirada do ar sem explicações detalhadas. A relação divulgada agora recupera grande parte dos nomes que já apareciam naquele documento.

A decisão ocorre em um momento de relações delicadas entre Washington e Pequim. Apesar de tentativas recentes de reduzir tensões comerciais, os dois países seguem disputando liderança tecnológica, influência geopolítica e domínio em setores estratégicos da economia global. 

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