A administração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, visa acabar com a tecnologia start-stop nos carros produzidos no país. A ideia surgiu no ano passado, mas vem ganhando força sob a administração do novo administrador da Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA), Lee Zeldin.
Em diversas declarações públicas, Zeldin se manifestou contrário ao sistema que desliga o motor automaticamente quando o veículo está parado. Diversos modelos de entrada vendidos no Brasil, como o Renault Kwid, possuem esta ferramenta.
"Tecnologia start/stop: onde seu carro morre em cada sinal vermelho para que as empresas ganhem um troféu de participação climática. A EPA aprovou, e todo mundo odeia, então estamos consertando", escreveu Zeldin, em sua conta no X (antigo Twitter).
Na prática, a ideia da tecnologia é proporcionar economia de combustível, que pode chegar a 10%, segundo as montadoras. Além disso, o sistema visa reduzir a emissão de gases poluentes, tornado o veículo menos nocivo ao meio ambiente.
Porém, desde que retornou à Casa Branca, o presidente Donald Trump está promovendo mudanças na EPA, incentivando o aumento da produção de petróleo e minerais em detrimento dos combustíveis renováveis.
Por fim, proibir o start-stop atenderia a uma parcela dos motoristas norte-americanos. Geralmente, os condutores alegam que perdem tempo no arranque do veículo, tendo em vista que o sistema pode não ser o melhor possível em alguns veículos.
O sistema ainda apresenta um desgaste da bateria acelerado devido ao número frequente de ciclos de partida e desligamento. Em condições climáticas extremas, o conforto dos ocupantes pode ser comprometido, já que o ar-condicionado ou aquecedor pode ser afetado durante as paradas prolongadas.
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