A chinesa BYD encerrou em maio sua mais longa sequência de queda nas vendas globais. A fabricante registrou 383.453 veículos vendidos no mês, alta de 0,3% na comparação com o mesmo período de 2025, interrompendo oito meses consecutivos de retração.
O resultado representa uma recuperação modesta para a maior fabricante de veículos eletrificados da China, que enfrenta um cenário de forte concorrência no mercado doméstico. Além da disputa acirrada por preços, a empresa também lida com uma demanda mais fraca entre consumidores chineses.
Apesar da estabilidade nas vendas globais, o desempenho dentro da China continua pressionado. Segundo dados analisados pela Reuters, as vendas domésticas da BYD caíram pelo 13º mês consecutivo, com retração de 24% em maio.
Expansão internacional da BYD
Ao mesmo tempo, as exportações se tornaram um dos principais motores de crescimento da montadora. Os embarques para mercados internacionais avançaram mais de 80% em relação ao ano anterior.
A expansão internacional tem sido impulsionada principalmente pela Europa e por mercados emergentes, onde a procura por veículos elétricos ganhou força diante do aumento dos preços dos combustíveis. Esse movimento ajuda a compensar a desaceleração observada no mercado chinês.
Concorrência forte
Além dos desafios de demanda, a BYD enfrenta concorrência crescente de fabricantes chinesas como Geely e Leapmotor, que vêm ampliando participação de mercado com novos produtos e estratégias agressivas de preço.
Dados do setor divulgados pelo portal CarNewsChina mostram que a Leapmotor atingiu um recorde histórico em maio, com 81.569 veículos entregues, crescimento de 81% na comparação anual. O desempenho reforça a pressão sobre a BYD em um mercado cada vez mais competitivo.
Para reagir, a BYD tem investido em modelos mais sofisticados e em tecnologias de assistência à condução. A empresa também busca fortalecer marcas premium, como a Denza, numa tentativa de aumentar margens e conquistar consumidores de maior poder aquisitivo.
Mesmo com os desafios, a interrupção da sequência de quedas é vista como um sinal positivo para a montadora, que segue apostando na expansão internacional para sustentar o crescimento nos próximos meses.
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