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Renault aposta em segmento de luxo com novo Filante

SUV inédito da marca francesa promete ser global, mas ficará distante da Europa

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Renault Filante quer brigar com SUVs de marcas de luxo
Renault Filante quer brigar com SUVs de marcas de luxo Foto: Divulgação

A Renault é uma das fabricantes mais tradicionais da França, e fez sua popularidade em modelos acessíveis para o público europeu. Nos últimos anos, a marca está expandindo sua operação ao redor do planeta e apostando em veículos com mais luxo e qualidade de construção, com o inédito Filante sendo o novo expoente da marca.

Apresentado na Coréia do Sul, o Filante será o modelo mais luxuoso da Renault desde o Vel Satis, produzido entre 2001 e 2009 na França. Para isso, a Renault utilizou a plataforma da chinesa Geely para agilizar o desenvolvimento do SUV.

Medindo 4,91 m de comprimento e com 2,82 m de entre-eixos, o Filante será o maior Renault disponível em todo o planeta, com dimensões próximas a Volvo XC90 e BMW X5.

Visual diferenciado

Em termos de design, o Filante tem suas características próprias, mas sem se distanciar demais dos demais modelos da marca. O novo logotipo está presente, os faróis são finos e lembram o do Clio. Os losangos na grade seguem o padrão visto nos SUVs europeus.

Renault Filante
Renault Filante Foto: Divulgação

Na lateral, o principal destaque fica pelo caimento de teto, que junto com os vincos que saem da linha de vidro dão ao Filante uma impressão de velocidade. As dimensões são generosas, e mesmo pelas imagens de lançamento dá para perceber que o Renault Filante será um carro grande.

Na traseira, o principal destaque são as lanternas e o vinco bem pronunciado na tampa do bagageiro, além, claro, do nome Filante com destaque para a estrela.

Visual traseiro diferenciado é um dos destaques do Filante
Visual traseiro diferenciado é um dos destaques do Filante Foto: Divulgação

Vale lembrar que a Renault já utilizou o nome Filante em duas ocasiões: a primeira em 1954 com o conceito Étoile Filante (estrela cadente, em francês), um carro movido a turbina a gás desenvolvido para bater recorde de velocidade.

A segunda aparição do nome Filante aconteceu no fim do ano passado, com o Filante Record, um protótipo de carro elétrico que percorreu mais de 1000 quilômetros com apenas uma carga.

Interior luxuoso

Interior lembra bastante o do Renault Koleos
Interior lembra bastante o do Renault Koleos Foto: Divulgação

Para a cabine do Filante, a Renault utiliza alguns detalhes que serão oferecidos no Brasil com o Koleos. São três elas de 12,3 polegadas cada, uma para o painel de instrumentos, uma para a multimídia e uma terceira para o passageiro. Além disso, haverá ainda um heads-up display de realidade aumentada e 25,6 polegadas.

O modelo terá sistema de som assinado pela Arkamys ou Bose (dependendo da versão), teto panorâmico, ar-condicionado de três zonas e bastante espaço interno.

Porta-malas é um dos pontos fortes do Renault Filante
Porta-malas é um dos pontos fortes do Renault Filante Foto: Divulgação

Para quem precisa de espaço, o Filante promete porta-malas de 633 litros com capacidade de expansão para até 2.050 litros com os bancos traseiros rebatidos.

Motor e base chinesas

Basta ver o interior do Filante para perceber que ele não se parece com os modelos da marca na França. Isso se dá pelo fato do SUV ser construído a partir da plataforma CMA, da chinesa Geely. O mesmo acontece com o Koleos, que chegará ao Brasil este ano.

Debaixo do capô estará o motor 1.5 turbo de 144 cv, que funcionará em conjunto com três motores elétricos e uma transmissão automática de três velocidades. A capacidade máxima do conjunto será de 250 cv e 57,6 kgfm de torque.

O modelo será produzido em Busan, na Coréia do Sul e estará disponível a partir de março no país asiático. A produção na Coréia é estratégica, já que os veículos do segmento D e E representam mais da metade das vendas por lá.

O modelo será exportado para países do Oriente Médio e América do Sul. Para a nossa região, o comunicado oficial da Renault menciona apenas Colômbia, Chile e Uruguai, e sua chegada ao Brasil é incerta.