Os carros chineses estão dominando os mercados de praticamente todo o planeta. Entretanto, os Estados Unidos aparentam ser a última barreira para a dominação mundial chinesa. Visando justamente entrar no mercado americano, a chinesa Geely promete produzir carros nos EUA em até 3 anos e tem uma carta na manga: usar as fábricas da Volvo.
Em entrevista durante a CES, que acontece em Las Vegas, Ash Sutcliffe, chefe global de comunicações do Grupo Geely, declarou ao Autoline Network os planos ousados para driblar as tarifas de 100% para carros importados da China nos Estados Unidos.
“Observando todos os mercados para onde podemos crescer, a grande questão é quando iremos para os Estados Unidos? Penso que teremos um anúncio nos próximos 24 a 36 meses. Acredito que são tempos empolgantes no Geely Holding Group”, afirmou o executivo.
O executivo desconversou quando perguntado sobre as pesadas tarifas que inviabilizam a venda de veículos importados da China nos EUA.
Outro fator limitante é a proibição de software chinês em carros produzidos nos EUA, Sutcliffe declarou que a empresa está preparada para lidar com os desafios existentes em todos os mercados onde atua ou atuará. Além disso, como companhia global, a Geely lida com regulamentações de software de diversos países, e isso não seria problema para a marca.
A Geely é proprietária de marcas como Volvo, Lotus, Polestar e Lynk and Co. Dessas, apenas a última não vende modelos nos Estados Unidos e pode ser justamente a próxima marca (e a primeira de origem chinesa) a ser produzida no mercado americano, usando justamente a estrutura da Volvo na Carolina do Sul, que produz somente o EX90.
Foco em parcerias para crescer
O ano de 2025 marcou a chegada da Geely como marca própria ao Brasil. Apesar de já estar presente no mercado com Volvo e Zeekr, a matriz decidiu fechar uma parceria com a Renault para se instalar.
Com a compra de 26,4% da Renault do Brasil, a marca chinesa terá acesso ao complexo Ayrton Senna em São José dos Pinhais (PR) para produzir seus modelos por aqui, bem como desenvolver novos modelos para o mercado nacional.
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