O Grupo Volkswagen passa por uma grande reestruturação que pode levar à venda da Ducati. A icônica marca de motocicletas tem um valor estimado em US$ 1,45 bilhão (R$ 7,38 bi) e pode ser vendida para aliviar as contas do grupo alemão.
O plano da Volkswagen visa cortar 50 mil empregos e reduzir sua linha de modelos em 50%. A empresa também informou que cerca de um terço de suas "atividades não estratégicas" serão "desinvestidas ou realinhadas".
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O objetivo é focar em negócios que entreguem uma "clara contribuição estratégica e financeira para o negócio principal".
Segundo a Bloomberg, a venda da Ducati é uma possibilidade real. O CEO da Audi, Gernot Döllner, confirmou que a marca será discutida como parte do "processo de avaliação", mas ressaltou que "nada foi decidido".
A Ducati, que faz parte do portfólio do Grupo Volkswagen desde 19 de julho de 2012, entregou 50.895 motocicletas no ano passado, uma queda de 7%. A Multistrada foi o modelo mais vendido, com 13.873 unidades, seguida pelas linhas Panigale (10.606) e Scrambler (5.814).
O lucro operacional da fabricante de motos foi de € 52 milhões no ano passado, uma queda de 42,8%. A empresa culpou as taxas de câmbio desfavoráveis e as tarifas aplicadas pelo governo Trump pelo resultado.
Audi avalia produção nos EUA
Gernot Döllner também confirmou que a Audi ainda considera mover parte de sua produção para os Estados Unidos. A fabricação poderia ocorrer na nova planta da Scout em Blythewood, Carolina do Sul, ou na fábrica da Volkswagen em Chattanooga, Tennessee.
O CEO afirmou que a empresa precisa pensar em produzir "pelo menos alguns" SUVs na América. Atualmente, a Audi não fabrica veículos no país, o que a coloca em desvantagem devido às tarifas.
Essa posição contrasta com a de concorrentes como BMW e Mercedes, que mantêm grandes fábricas de SUVs perto de Spartanburg, na Carolina do Sul, e Tuscaloosa, no Alabama.
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