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Volkswagen corta 100 mil empregos para enfrentar avanço chinês

Montadora alemã tenta recuperar competitividade com redução de custos, fechamento de fábricas e enxugamento da gama de modelos

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Grupo Volkswagen passará por reformulação profunda até 2030
Grupo Volkswagen passará por reformulação profunda até 2030 Foto: Divulgação/Volkswagen

O Grupo Volkswagen confirmou que pretende eliminar até 100 mil postos de trabalho até 2030, em um dos maiores processos de reestruturação já realizados pela indústria automotiva. A medida faz parte de um amplo plano para reduzir custos, simplificar operações e recuperar a competitividade diante da forte pressão da concorrência chinesa, das tarifas de importação e da queda da rentabilidade na Europa.

O anúncio foi feito pelo CEO da companhia, Oliver Blume, em um memorando interno enviado aos funcionários. Segundo o executivo, a fabricante ainda enfrenta uma desvantagem de cerca de 20% em custos em relação aos principais concorrentes, o que exige novas medidas além dos cerca de 50 mil cortes de vagas já anunciados anteriormente nas marcas Volkswagen, Audi, Porsche e na divisão de software Cariad.

Fábrica VW
A fábrica na Anchieta foi a primeira fora da Alemanhã Foto: Reprodução/Jason Vogel

Além da redução de empregos, a Volkswagen pretende cortar pela metade sua gama de veículos na Europa e diminuir a capacidade anual de produção para cerca de 9 milhões de unidades. A estratégia também prevê uma simplificação dos níveis de acabamento e da oferta de opcionais para tornar a produção mais eficiente.

A montadora também avalia o futuro de quatro fábricas na Alemanha, localizadas em Emden, Hanover, Zwickau e Neckarsulm. Apesar disso, Blume afirmou que a prioridade é encontrar "soluções inteligentes" antes de recorrer ao fechamento definitivo das unidades, incluindo novos projetos industriais e possíveis parcerias para utilizar a capacidade ociosa das plantas.

A reestruturação ocorre em meio à perda de participação da Volkswagen no mercado chinês, hoje dominado por fabricantes locais de veículos elétricos, como BYD e Geely. Ao mesmo tempo, a empresa também enfrenta custos elevados de produção na Alemanha e os impactos das tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos, fatores que pressionaram os resultados financeiros do grupo nos últimos anos.

No Brasil, porém, a situação permanece inalterada. A Volkswagen afirmou que não há previsão de demissões ou mudanças nas operações nacionais e reiterou o plano de investir R$ 16 bilhões até 2028, com o lançamento de 17 novos modelos, dos quais nove já chegaram ao mercado.

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