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Momento delicado!

Grupo Volkswagen prepara corte de metade de seus modelos até 2030

Chegada das chinesas à Europa pressiona fabricante para reduzir custos de produção

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Grupo Volkswagen passará por reformulação profunda até 2030
Grupo Volkswagen passará por reformulação profunda até 2030 Foto: Divulgação/Volkswagen

O Grupo Volkswagen não está passando por um momento financeiro positivo. A Porsche precisou vender sua parte da Bugatti, e Lamborghini e Ducati podem ser vendidas para aumentar o caixa do conglomerado. Porém, esse esforço não será suficiente e a empresa cogita reduzir sua gama de veículos em mais de 50% nos próximos anos.

Segundo um comunicado divulgado por membros do conselho executivo do Volkswagen Group, a intenção é reduzir os custos de produção e reestruturar toda a cadeia de produção, o que pode significar a demissão de 100 mil funcionários na Alemanha.

Os executivos afirmaram que a gama futura será “concentrada nos segmentos mais atrativos do mercado” e que os investimentos serão focados em tecnologias e produtos que “entregam o melhor valor” para os clientes.

Arno Antlitz, Chefe financeiro do grupo, declarou que os custos de produção dos veículos precisam ser reduzidos, e para isso será necessário reduzir a complexidade no portfólio de produtos e tecnologias de plataformas.

Oliver Blume, CEO do Grupo Volkswagen acredita que as mudanças farão do Grupo Volkswagen se tornar uma das fabricantes automotivas mais atrativas do planeta, “com marcas icônicas, produtos inspiradores, tecnologias inovadoras e resultados financeiros robustos”.

A ideia do executivo é que o conglomerado automotivo seja mais resiliente e competitivo, com menos complexidade de produtos e tecnologias focadas, com desenvolvimento e produção em mercados regionais, portfólio mais simples e estruturas menores.

Quais modelos podem deixar de existir?

Volkswagen Taigo é o Nivus europeu e pode adiantar alguns detalhes que veremos aqui no Brasil
Volkswagen Taigo é mais barato que T-Cross e T-Roc, mas deve sair de linha na Europa em favor dos modelos maiores Foto: Divulgação

Segundo a imprensa europeia, no Velho Continente, modelos como ID.Polo, Golf, T-Roc e Tiguan devem ser mantidos, até porque alguns desses modelos foram recém-renovados. O Polo a combustão, T-Roc cabriolet, ID.5, ID.Buzz e Taigo (Nivus europeu), e Golf Variant devem ser removidos da gama por não atingirem bons números de vendas, ou apresentarem preços próximos de carros que performam melhor.

A Skoda também deve perder alguns modelos como a perua Scala, a Cupra também deve ter sua gama reduzida, enquanto a Seat, marca de baixo custo, manterá sua operação pequena.

Audi e Porsche

Porsche 4S E-Hybrid branco visto trafegando em estrada pavimentada e ao fundo uma parede de pedras.
Porsche Panamera é bastante semelhante com o Taycan, com motorização sendo o principal diferencial Foto: Porsche/Divulgação

Duas fabricantes importantes no cenário global também passam por problemas financeiros. Modelos como A1 e Q2 já não são mais vistos na loja e serão substituídos pelo A2 e-tron. A busca pela simplicidade e redução de custos devem reduzir a variedade de versões Sportback de alguns SUVs.

No caso da marca focada em esportivos, a Porsche, 911, Panamera, Cayenne e Macan serão mantidos, mas Taycan e Panamera devem ser unificados em apenas um modelo. Vale lembrar que o modelo elétrico já perdeu as variantes peruas (Cross Turismo e Sport Turismo) para a linha 2027.

O futuro da Bentley ainda é incerto. O que se sabe sobre a marca britânica do Grupo Volkswagen é que um SUV 100% elétrico, o Torcal, está em desenvolvimento e será apresentado oficialmente em breve.

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