O Chery Tiggo 2 zerou na classificação do Latin NCAP, instituto independente sediado em Montevidéu, no Uruguai. Esse é o primeiro resultado de testes de colisão divulgado pela entidade em 2026 e o primeiro realizado sob protocolos atualizados de avaliação.
O crossover compacto, que já teve produção e venda no Brasil na unidade fabril paralisada da Caoa Chery em Jacareí, interior paulista, decepcionou nos exames. O veículo oferece quatro airbags e Controle Eletrônico de Estabilidade (ESC) de série, mas não conta com recursos ADAS.
Desempenho nos testes de colisão
O Latin NCAP avaliou o modelo em impactos frontal e lateral, chicotada cervical dianteira e traseira, proteção de pedestres, ESC e teste do alce. Os índices alcançados foram:
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0% em Proteção de Ocupante Adulto;
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0% em Proteção de Ocupante Infantil;
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48,89% em Proteção de Pedestres e Usuários Vulneráveis das Vias;
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45,45% em Sistemas de Assistência à Segurança.
Falhas graves na proteção de adultos
No choque frontal, o Tiggo 2 ofereceu proteção pobre ao tórax do motorista e alta compressão torácica. A entidade identificou instabilidade na estrutura e na área dos pés, somada ao risco de incêndio, fator perigoso para ocupantes e socorristas.
A ausência de proteção lateral para a cabeça de série impediu a realização do teste de batida contra poste. O carro também não protege a cabeça em impactos laterais nas duas fileiras, carece de pré-tensionadores e limitadores de carga atrás e falhou em proteger o dummy feminino de baixa estatura no assento traseiro.
Em batidas traseiras, a estrutura não atingiu nível aceitável. O exame de efeito chicote apontou proteção entre marginal e pobre para a cervical dos ocupantes da frente e de trás.
Resultados críticos para ocupantes infantis
O índice de proteção infantil bateu 0% por causa da pontuação nula em testes dinâmicos e na colocação dos Sistemas de Retenção Infantil (SRI). As ancoragens i-Size não cumpriram os critérios exigidos pelo órgão técnico.
O dummy de dez anos registrou cargas biomecânicas altas no pescoço e na cabeça durante o impacto frontal e na cabeça na colisão lateral. O boneco de três anos sofreu exposição nítida da cabeça e perigo de ejeção no impacto lateral.
No mercado brasileiro, o modelo deu lugar ao Tiggo 3x, que posteriormente também saiu de linha no Vale do Paraíba, mantendo as atividades da fábrica suspensas.
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