A BYD, maior fabricante mundial de veículos elétricos, entrou no mercado japonês de kei cars no dia 28 com o seu modelo "Racco". A empresa chinesa mira o coração do Japão com um veículo projetado para o segmento de minicarros, que representa quase 40% das vendas de veículos novos no país.
Os preços começam em 2.145.000 ienes (R$ 67 mil) e, com os subsídios do governo, o valor final cai para menos de 2 milhões de ienes (R$ 62 mil). O presidente da BYD Japan, Liu Xueliang, informou que a montadora terá entregado 10.000 carros no Japão até o final deste mês.
Embora os carros japoneses tenham vantagem em termos de subsídios, a BYD planeja desafiar o domínio local oferecendo um veículo com mais recursos. "Nosso objetivo é torná-lo o novo padrão para kei cars no Japão", disse Atsuki Tofukuji, presidente da subsidiária japonesa.
O Racco é o primeiro carro de uma fabricante chinesa neste segmento e chega para concorrer com modelos como o Honda N-One, o Mitsubishi eK X EV e o Nissan Sakura.
Especificações e autonomia
O modelo foi feito para atender às regras da categoria kei car, com 3,39 metros de comprimento, 1,47 m de largura, 1,80 m de altura e 2,52 m de entre-eixos.
A versão premium, Racco 300, oferece autonomia de 320 km (WLTC), com motor elétrico de 64 cv e 160 nm. A versão de entrada tem um alcance de 210 km.
Em comparação, o Nissan Sakura tem autonomia de 180 km e representou 22% das vendas de elétricos do Japão em 2025.
O que é um kei car?
Mas, afinal, o que são os kei cars? O termo, que vem de “kei jidosha” (automóvel leve, em japonês), define uma categoria de microcarros criada pelo governo japonês após a Segunda Guerra Mundial para motorizar o país. Para se enquadrar, os veículos precisam seguir regras rígidas de dimensões e motorização.
Atualmente, um kei car não pode ultrapassar 3,40 metros de comprimento, 1,48 metro de largura e 2,00 metros de altura. O motor também é limitado a 660 cm³ de cilindrada (0.66 litro) e a potência máxima não pode passar de 64 cavalos. Em troca, seus proprietários pagam impostos e seguros mais baixos.
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