O terremoto de magnitude 7 que atingiu a província de Kumamoto, no Japão, paralisou estradas e a operação de diversas fábricas no país.
Empresas do setor automotivo estão entre as mais afetadas. A Honda anunciou a interrupção de sua fábrica de motocicletas em Kumamoto até o dia 29 devido a vazamentos. A Toyota Motor Kyushu também suspendeu as atividades em três fábricas na província de Fukuoka no dia 28, com previsão de retorno para o dia seguinte, segundo informações da mídia local.
Indústria automotiva avalia danos
A Astemo interrompeu a produção de autopeças em sua unidade de Uki, onde vários funcionários ficaram feridos e foram hospitalizados. A empresa ainda não conseguiu avaliar os danos nos equipamentos devido aos tremores secundários, e não há previsão de retomada.
A Yamaha Motor confirmou danos por liquefação em sua fábrica de motores de popa em Yatsushiro. No local, uma pessoa sofreu ferimentos leves, e a produção está parada até o dia 29. A Bridgestone e a F-Tech também suspenderam temporariamente suas operações em Kumamoto para verificar a segurança dos equipamentos.
Logística e transportes interrompidos
O aeroporto de Kumamoto fechou sua pista, forçando o cancelamento de voos. A Japan Airlines suspendeu seis voos e a All Nippon Airways cancelou dez voos programados entre os dias 28 e 29, além de desviar outras duas aeronaves.
Na malha ferroviária, um trem de carga da JR Freight descarrilou e tombou na estação de Yatsushiro. Não havia condutor a bordo e nenhum funcionário ficou ferido. Os serviços de entrega também foram afetados: Yamato Transport, Sagawa Express e Japan Post interromperam coletas e entregas em diversas áreas.
As principais seguradoras, como a Tokio Marine & Nichido Fire Insurance, criaram comitês de crise para apurar os prejuízos.
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