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Remessas da Stellantis crescem 10%: por que EUA e Europa decolam?

Montadora avança com SUVs e elétricos, mas vê América do Sul e Oriente Médio em queda; entenda a estratégia por trás dos números de 2026

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A renovação do portfólio Stellantis, com novos modelos Fiat, contribui para os resultados positivos da montadora
A renovação do portfólio Stellantis, com novos modelos Fiat, contribui para os resultados positivos da montadora Foto: Divulgação/Stellantis

As remessas consolidadas da Stellantis registraram um crescimento de 10% no segundo trimestre de 2026 em comparação ao mesmo período do ano anterior. A empresa projetou o envio de 1,6 milhão de veículos entre abril e junho, um resultado impulsionado por um cenário global heterogêneo.

O volume de veículos entregues a concessionárias, distribuidores e clientes finais, conhecido como remessas, é um indicador que antecipa a evolução da receita da montadora. Os números de 2026 refletem uma empresa em fase de renovação de portfólio, com desempenhos distintos entre as regiões.

Desempenho por região

O crescimento foi puxado principalmente pelos mercados da América do Norte e Europa. Por outro lado, regiões como Oriente Médio, África e América do Sul registraram retração, enquanto a Ásia-Pacífico permaneceu estável. O desempenho pode ser resumido da seguinte forma:

  • América do Norte: expansão de 38%.

  • Europa ampliada: crescimento estimado em 5%.

  • América do Sul: redução em torno de 3%.

  • Oriente Médio e África: queda de 3%.

  • Ásia-Pacífico: volume praticamente inalterado.

América do Norte e Europa impulsionam os resultados

O avanço na América do Norte, com um acréscimo de 122 mil unidades, foi sustentado pela renovação de produtos e novas motorizações. Modelos como a Ram 1500, as novas versões do Jeep Grand Wagoneer e Grand Cherokee, o Chrysler Pacifica atualizado e o lançamento do Dodge Charger SIXPACK contribuíram para o resultado.

Na Europa, as remessas aumentaram cerca de 5%, impulsionadas pela demanda do setor e pela expansão da oferta de veículos elétricos a bateria (BEVs). A plataforma Smart Car, com modelos como Citroën C3 e Fiat Grande Panda, adicionou 41 mil unidades ao volume. A Leapmotor, empresa chinesa parceira do grupo, contribuiu com 33 mil veículos enviados.

Os desafios em outras regiões

Apesar do crescimento global, alguns mercados enfrentaram dificuldades. No Oriente Médio e na África, o volume recuou devido a conflitos regionais que afetam a logística e a confiança do consumidor. Contudo, Argélia e Marrocos registraram avanço, com destaque para o Fiat Doblo.

Na América do Sul, o Brasil registrou um aumento de 21 mil unidades, mas esse ganho foi anulado pela retração em outros países. A Argentina, em especial, teve uma queda de 25 mil unidades nas remessas, refletindo um cenário econômico mais frágil. Já na Ásia-Pacífico, os volumes se mantiveram estáveis em 16 mil unidades.

A estratégia da Stellantis foca na renovação de portfólio em mercados maduros e na expansão de elétricos, enquanto gerencia operações em regiões com instabilidade. A empresa reforça sua presença em segmentos-chave, como picapes e SUVs na América do Norte e veículos compactos e elétricos na Europa.

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