A transição energética da frota automotiva brasileira acontece de forma gradual, mas de acordo com o levantamento da plataforma Machine, os motoristas de aplicativo são os principais responsáveis por essa mudança, já que 41,4% das corridas em apps acontecem em veículos eletrificados.
Segundo a Machine, no mês de abril, quase metade das viagens avaliadas pela plataforma acontecem por carros eletrificados, sendo que o BYD Dolphin Mini, 100% elétrico, foi o modelo mais utilizado, presente em 21,79% das corridas.
"Para o motorista de aplicativo regional, o veículo elétrico deixou de ser apenas um símbolo de sustentabilidade e passou a ser uma ferramenta de eficiência econômica: menos gasto com manutenção e combustível significa maior margem de lucro no final do mês. O desafio agora é a infraestrutura de recarga acompanhar esse ritmo acelerado de adoção", diz Júlia Camossa, estatística responsável pela plataforma.
Por que o elétrico compensa?
Segundo o levantamento da Machine, 36% dos brasileiros já possuem interesse por carros elétricos. A empresa do setor de energia Enel, estima que enquanto carros a combustão precisam de 10 litros para percorrer 100 km, um elétrico demanda 20 kWh de energia.
Em termos práticos, com a gasolina custando 5 reais, por exemplo, seria necessário R$ 50 para concluir este trajeto, enquanto no carro elétrico com o kWh custando R$ 0,70, o custo seria reduzido para R$ 14.
O principal ponto negativo ainda é a rede de recarga pública, ainda deficitária, especialmente longe dos grandes centros urbanos. Para quem mora em apartamento, há a dificuldade também para convencer os condomínios a aceitarem a instalação de carregadores.
Além disso, o carro elétrico possui impacto ambiental menor que um modelo a gasolina por km rodado, contudo, considerando o cálculo do “berço ao túmulo”, os elétricos saem em desvantagem por conta dos processos de extração dos minerais terras-raras para produção das baterias.
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