A proteção veicular e o seguro automotivo são serviços distintos que oferecem segurança a condutores em caso de sinistros, mas com abordagens diferentes. A principal diferença reside no modelo: enquanto o seguro é um contrato individual com uma seguradora, a proteção veicular opera como uma associação mutualista, onde os membros rateiam os custos de eventuais prejuízos. A proteção veicular já atende cerca de 8 milhões de placas no Brasil, destacando-se por seus preços menores e maior flexibilidade devido ao seu modelo de associação. Essa modalidade, embora diferente do seguro tradicional, não deixa a desejar em termos de cobertura e pode atender a todas as necessidades de um condutor, incluindo motoristas comuns e profissionais.
Proteção Veicular: Uma Alternativa Flexível e Acessível
Ubirani Pinho, CEO da TODOS Protegidos, explica que a modalidade de proteção veicular pode atender a todas as necessidades de um condutor. "Além disso, é importante ressaltar que essa modalidade conta com serviços que podem contemplar o motorista comum e também o profissional", afirma. A crescente popularidade da proteção veicular se deve à sua capacidade de oferecer uma cobertura abrangente com custos mais acessíveis, tornando-a uma opção viável para muitos proprietários de veículos que buscam segurança e tranquilidade.
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Benefícios Abrangentes da Proteção Veicular
O serviço de proteção veicular presta auxílio em diversas situações que podem gerar prejuízos ao proprietário. As coberturas mais comuns incluem colisões e acidentes, quedas de objetos sobre o veículo, roubo, furto e incêndio decorrente de colisão. Esses benefícios essenciais garantem que o motorista esteja amparado em momentos de imprevistos, reforçando a segurança do seu patrimônio.
Serviços Extras e Coberturas Adicionais da Proteção Veicular
Muitas associações de proteção veicular oferecem ainda auxílios extras, como guincho, troca de pneus, recarga de bateria e chaveiro. Carro reserva, atendimento em oficinas credenciadas e socorro para pane mecânica ou pane seca (falta de combustível) também podem estar inclusos, proporcionando uma assistência completa ao condutor. A perda total, que ocorre quando o custo dos reparos atinge ou supera 75% do valor de mercado do veículo conforme a Tabela FIPE, também faz parte dos benefícios da proteção veicular. No entanto, é necessário verificar as condições específicas de cada associação para entender a extensão da cobertura.
Exclusões e Limitações da Proteção Veicular
É importante notar que, assim como no seguro tradicional, danos a terceiros podem estar cobertos pela proteção veicular, desde que o acidente não seja causado por imprudência do condutor. "Caso o dano seja causado por um motorista que estava embriagado, a proteção veicular não arca com os prejuízos", detalha Ubirani. A cobertura também não se aplica em casos de mau uso, como participação em corridas irregulares ou colisão com postes e muros. Gastos com o desgaste natural do carro não estão previstos nos benefícios da proteção veicular, assim como ocorre no seguro automotivo.
Diferença Crucial entre Proteção Veicular e Seguro Automotivo
A principal diferença entre proteção veicular e seguro automotivo reside na sua estrutura e flexibilidade. O seguro tradicional geralmente possui processos mais padronizados e contratos individuais com seguradoras, enquanto a proteção veicular oferece maior flexibilidade e mensalidades acessíveis. "Os benefícios variam conforme o regulamento de cada associação", detalha o CEO. Em uma associação de proteção veicular, o motorista pode contratar os serviços que mais se adequam ao seu perfil, sem a obrigação de fechar um pacote padrão, o que representa uma vantagem significativa para muitos.
Regulamentação e Modelos de Negócio
Ambos os serviços, proteção veicular e seguro automotivo, possuem a mesma segurança jurídica e estão sujeitos às regras da Superintendência de Seguros Privados (Susep), que define os critérios de atuação e cadastra as associações. No seguro, o contrato é individual e as seguradoras cobram valores diferentes para certos grupos, como motoristas profissionais e os considerados "grupo de risco", como jovens, idosos e mulheres. A proteção veicular, por sua vez, funciona como uma associação mutualista, na qual a contribuição de cada integrante gera um rateio para cobrir os prejuízos de sinistros. "Dessa forma, é possível oferecer valores mais baixos aos integrantes e também não impor custos maiores a nenhum grupo", resume Pinho, evidenciando a natureza colaborativa e econômica da proteção veicular.
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