Um projeto de lei (PL 6370/25) em tramitação na Câmara dos Deputados propõe aumentar a segurança de motoristas de aplicativos como Uber e 99. Embora o texto se concentre em medidas digitais – como botão de pânico e verificação de identidade dos passageiros –, a discussão geral sobre proteção pode, indiretamente, influenciar o mercado de veículos. A crescente preocupação com a segurança tende a fazer com que os próprios motoristas passem a valorizar carros mais bem equipados.
Atualmente, a escolha de um carro para trabalhar com aplicativos costuma priorizar o consumo de combustível, o custo de manutenção e o espaço interno. No entanto, com o debate sobre riscos em alta, a presença de tecnologias de proteção veicular pode se tornar um importante critério de desempate, impactando a demanda e, consequentemente, o valor de revenda de alguns modelos no mercado de usados.
Itens que podem valorizar seu carro
A tendência é que a demanda por veículos que oferecem mais do que o pacote básico de segurança aumente. Modelos que antes eram vistos como “completos” por terem ar-condicionado e direção hidráulica agora precisam oferecer mais para se destacar. Fique de olho em alguns equipamentos que podem fazer a diferença:
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Airbags laterais e de cortina: o airbag duplo frontal é obrigatório por lei, mas a presença de bolsas infláveis adicionais, que protegem em colisões laterais, é um grande diferencial.
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Controle de estabilidade (ESC): esse sistema ajuda a manter o controle do carro em curvas ou desvios bruscos, evitando acidentes. Tornou-se obrigatório em todos os carros novos a partir de 2024.
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Câmera de ré e sensores de estacionamento: além da comodidade, esses itens evitam pequenas colisões urbanas, que geram prejuízo e deixam o carro parado para reparos.
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Assistentes de condução: tecnologias como alerta de ponto cego e frenagem automática de emergência, antes restritas a carros de luxo, começam a aparecer em modelos mais acessíveis e serão cada vez mais valorizadas.
É importante notar que o projeto de lei foi aprovado apenas em uma comissão e ainda precisa passar por outras antes de, eventualmente, se tornar lei. Contudo, a discussão que ele gera já sinaliza uma tendência: um carro seminovo com um bom pacote de segurança pode se tornar mais atraente para motoristas do que um modelo mais novo, porém básico. A segurança, que sempre foi um atributo fundamental, ganha um peso extra na decisão de compra e no valor de revenda do veículo.
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