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Mudanças no mercado!

Alta de carros automáticos muda mercado de manutenção no Brasil

Crescimento da frota de veículos automáticos exige dos proprietários ainda mais cuidado e atenção com os câmbios e fluidos

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Os câmbios automáticos tem se tornado cada vez mais comuns nas ruas, tanto que conseguiram mudar o mercado de lubrificantes
Os câmbios automáticos tem se tornado cada vez mais comuns nas ruas, tanto que conseguiram mudar o mercado de lubrificantes Foto: 93c520f7 fastback abarth 054

O aumento da procura por carros automáticos no Brasil começa a gerar impactos diretos no mercado de manutenção automotiva. Marcelo Martini, gerente de vendas da FUCHS, uma fabricante de lubrificantes, trouxe dados da Webmotors que mostram que a busca por modelos com esse tipo de transmissão cresceu de forma significativa nos últimos anos, superando inclusive os veículos manuais. O movimento reflete uma mudança de pensamento do consumidor, cada vez focando no conforto e na praticidade no uso diário.

Entre os principais fatores para essa mudança estão o trânsito intenso nas grandes cidades e a evolução tecnológica das transmissões. Os câmbios automáticos modernos passaram a oferecer mais eficiência com mais marchas, eliminando a antiga desvantagem no consumo de combustível. Além disso, exigências ambientais também pressionaram as montadoras a adotarem soluções mais precisas na gestão do desempenho.   

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O câmbio manual tem ficado cada vez menos popular em modelos 0km, muito por conta do conforto proporcionado pelos modelos automáticos Foto: Divulgação

Com isso, a frota equipada com esse tipo de transmissão começa a envelhecer e entra em uma fase que exige maior atenção técnica. Muitos desses veículos, especialmente os vendidos entre 2018 e 2024, já chegam ao momento de manutenção mais frequente. O problema é que ainda não existe uma cultura consolidada de cuidado com o câmbio automático no Brasil, o que aumenta o risco de falhas mais graves. 

Grande parte dos motoristas sabe da importância de trocar o óleo do motor, mas poucos têm o mesmo cuidado com o fluido da transmissão. Esse componente é essencial para lubrificação, controle hidráulico e dissipação de calor dentro do sistema. Quando se degrada por uso ou temperatura elevada, pode comprometer o funcionamento do câmbio. “Em ambos os casos, o desgaste avança antes de qualquer sintoma que o motorista consiga identificar”, afirma o porta-voz da FUCHS.

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Câmbios automáticos costumam ter mais marchas, portanto, já superam algumas transmissões manuais em economia de combustível Foto: Divulgação/Fiat

“Alguns hábitos, como engatar a marcha ‘D’ imediatamente após a partida, sem aguardar o aquecimento mínimo do sistema, ou posicionar o câmbio em ‘P’ antes de acionar o freio de mão em aclives, também transferem o esforço para os componentes que não foram dimensionados para absorver essa carga de forma recorrente, comprometendo a vida útil do equipamento.”

Por outro lado, o superaquecimento é o fator que mais acelera essa degradação. “Esse cenário é mais comum em condições de trânsito intenso”, afirma Martini. Deste modo, trajetos curtos e repetitivos contribuem para o problema, já que impedem que o sistema atinja a temperatura ideal de funcionamento.

Câmbio DSG da Volkswagen
Modelos cada vez mais baratos tem oferecido opções automáticas além das manuais, para atingir diversos públicos Foto: Divulgação

Outro ponto importante é a evolução dos próprios fluidos, que se tornaram mais específicos com o avanço das transmissões. Diferente do que ocorria no passado, os câmbios atuais exigem lubrificantes com características técnicas precisas, incluindo estabilidade térmica e compatibilidade com diferentes materiais. O uso de produtos inadequados pode acelerar o desgaste e até comprometer a garantia do veículo. 

Os modelos eletrificados também começam a influenciar esse cenário, trazendo novas exigências para o mercado. “Embora esse segmento ainda represente uma parcela pequena da frota brasileira,seu crescimento já orientou o desenvolvimento de novas fórmulas para a indústria de lubrificantes”, diz o gerente de vendas da FUCHS. 

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Há diferentes tipos de automáticos hoje em dia, com números de marchas que podem chegar até 10, para maior economia de combustível Foto: Chevrolet Divulgação

Diante desse avanço, o mercado brasileiro começa a se adaptar, exigindo mais capacitação técnica das oficinas e maior atenção por parte dos proprietários. O crescimento dos automáticos já é uma realidade consolidada, mas a manutenção adequada ainda precisa acompanhar esse ritmo.