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Roubo de carros elétricos e híbridos dispara no Rio de Janeiro em 2026

Com crescimento de 150% em três meses, modelos eletrificados estão entre os mais visados

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BYD Dolphin Mini é o carro eletrificado mais vendido do Brasil e também um dos mais acessíveis
BYD Dolphin Mini é o carro eletrificado mais vendido do Brasil e também um dos mais acessíveis Foto: BYD/Divulgação

O aumento de registro de roubos a carros híbridos e elétricos chama atenção das autoridades no Rio de Janeiro. De acordo com o Sindicato das Seguradoras do Rio de Janeiro (SindSeg-RJ), entre janeiro e março foram registrados 366 roubos ou furtos de carros eletrificados.

Em comparação com o ano de 2025, o aumento de casos envolvendo este tipo de veículo cresceu 144%. Nos primeiros 3 meses do ano passado, foram registrados 150 casos de roubo a carros eletrificados.

O que explica esse aumento?

A principal razão para o aumento de roubos e furtos desse tipo de veículo é o aumento da oferta e das vendas de carros eletrificados no país. No Rio de Janeiro, o Detran local afirma que a quantidade desses carros em circulação cresceu de 19.193 unidades em março de 2025 para 33.590.

O movimento é nacional. Para efeito de comparação, segundo dados da Fenabrave, a quantidade de modelos eletrificados vendidos no primeiro trimestre de 2025 foi de 50.057. Em 2026, esse número passou para 94.700, um aumento de 89,2%.

Segundo policiais ouvidos pelo Jornal Extra, quadrilhas especializadas em roubos de carros híbridos e elétricos visam esses carros pois são modelos caros e luxuosos, e porque podem ser recarregados nas próprias comunidades com ligações elétricas clandestinas.

Apesar disso, o roubo e furto no Rio de Janeiro não está restrito a carros eletrificados. No primeiro semestre de 2026, esse tipo de crime teve aumento de 18% em todo o estado do Rio de Janeiro, indicando que não se trata apenas de um problema enfrentado por donos de carros híbridos e elétricos.

Seguro mais caro

Em entrevista ao mesmo jornal, Bernardo Câmara, vice-presidente do SindSeg-RJ explicou que o principal impacto desse movimento é o aumento nos preços dos seguros para esses carros:

“Na verdade, o preço do seguro é resultado exatamente dos números e da frequência e severidade das ocorrências de roubos, furtos e de outras naturezas de sinistros. Se o roubo e o furto de uma categoria de veículo são maiores, isso tende a levar as seguradoras a aumentar o preço do seguro para esse veículo, para essa região especificamente ou, eventualmente, até a subscreverem, que é não aceitar nenhum risco”.