O Renault Kwid E-Tech, um dos pioneiros entre os carros elétricos compactos no Brasil, vive uma nova realidade no mercado de seminovos. Lançado em 2022 por R$ 99.990, o modelo de primeira geração (2022-2025) agora é encontrado por valores consideravelmente mais baixos, tornando-se uma porta de entrada mais acessível ao universo dos eletrificados.
Essa queda nos preços reflete não apenas o amadurecimento do mercado, mas principalmente a evolução tecnológica e a chegada de novos modelos, incluindo a própria renovação do Kwid E-Tech.
O que causou a desvalorização?
Dois fatores principais explicam a depreciação acentuada do Kwid E-Tech de primeira geração. O primeiro é o lançamento da versão 2026 renovada, que chegou ao mercado no final de 2025 mantendo o preço competitivo de R$ 99.990, mas com um pacote de tecnologia superior, incluindo sistemas avançados de assistência ao motorista (ADAS).
O segundo fator é a concorrência. A chegada de novos carros elétricos, especialmente de marcas chinesas, estabeleceu um novo padrão para o segmento de entrada, oferecendo mais equipamentos e, em alguns casos, maior autonomia por um preço agressivo. Isso tornou os modelos pioneiros, como o primeiro Kwid, menos atraentes em uma comparação direta.
Vale a pena comprar um Kwid E-Tech usado?
A resposta depende do perfil do comprador. Para quem busca o primeiro carro elétrico com foco estritamente urbano, o Kwid E-Tech seminovo pode ser uma opção de excelente custo-benefício. Sua bateria de 26,8 kWh garante uma autonomia de 180 km (padrão Inmetro), suficiente para a rotina diária na cidade. O custo por quilômetro rodado é baixo, e a manutenção é mais simples que a de um carro a combustão.
No entanto, é fundamental ponderar as limitações do projeto antes de fechar negócio.
Pontos a considerar antes da compra:
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Uso: o modelo é ideal para trajetos curtos e rotinas previsíveis dentro da cidade. Viagens rodoviárias exigem um planejamento cuidadoso devido à autonomia e à infraestrutura de recarga.
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Recarga: ter um ponto de recarga em casa ou no trabalho é quase obrigatório para uma experiência de uso tranquila, já que depender exclusivamente de pontos públicos pode ser um desafio.
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Espaço e acabamento: o Kwid E-Tech mantém as características da versão a combustão, com espaço interno limitado e acabamento simples, focado na funcionalidade.
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Custo-benefício: pelo preço de um carro popular 1.0 novo, é possível adquirir um elétrico com baixo custo de rodagem, o que pode fazer sentido para um público específico.
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