Uma das principais dúvidas de quem considera comprar um carro elétrico no Brasil é direta: quanto custa para “encher o tanque”? A resposta varia drasticamente dependendo do local da recarga, e os valores podem mudar conforme a região e a data da consulta. Para se ter uma ideia, encher a bateria na garagem de casa pode custar até quatro vezes menos do que usar um eletroposto rápido em uma rodovia.
Para uma conta realista, usamos como referência o BYD Dolphin, um dos modelos elétricos populares no Brasil, com uma bateria de 44,9 kWh. O custo de uma recarga completa será o resultado da multiplicação da capacidade da bateria pelo preço do quilowatt-hora (kWh) da energia.
Carregando em casa: a opção mais barata
A forma mais econômica de abastecer um carro elétrico é, de longe, na tomada de casa. O valor do kWh varia conforme o estado e a concessionária, mas a tarifa residencial média no Brasil, incluindo impostos, gira em torno de R$ 0,75, segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). É importante ressaltar que esse valor pode sofrer alterações devido a bandeiras tarifárias e diferenças regionais.
Nesse cenário, uma recarga completa de 0% a 100% no BYD Dolphin custaria aproximadamente R$ 33,60. Vale lembrar que, no dia a dia, as recargas costumam ser parciais, o que torna o custo por uso ainda menor.
Postos públicos: conveniência tem seu preço
Quando a recarga precisa ser feita na rua, o cenário muda. Existem diferentes tipos de carregadores, com velocidades e preços distintos. A maioria das redes, como Zletric ou Tupinambá, cobra pelo kWh consumido.
A conta do “tanque cheio” fora de casa pode ser dividida em duas categorias principais:
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Carregadores lentos e semirrápidos (AC): encontrados em shoppings, supermercados e estacionamentos, costumam ter um preço que varia de R$ 1,50 a R$ 2,20 por kWh. Usando uma média de R$ 1,85, a mesma recarga no Dolphin saltaria para cerca de R$ 83.
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Carregadores rápidos (DC): ideais para viagens, pois entregam uma carga elevada em poucos minutos, são os mais caros. Presentes em rodovias e eletropostos, o custo do kWh pode variar de R$ 2,30 a R$ 2,85. Com um valor médio de R$ 2,50, encher a bateria do Dolphin custaria R$ 112,25.
Afinal, qual vale mais a pena?
A matemática é clara: o carregamento doméstico oferece uma economia imbatível. A estratégia ideal para o motorista de carro elétrico é usar a recarga em casa como rotina e recorrer aos postos públicos apenas em situações de necessidade ou durante viagens longas.
Mesmo no cenário mais caro, o custo para rodar com um elétrico ainda se mostra competitivo. Abastecer um carro a combustão de porte similar, com um tanque de 50 litros e gasolina a R$ 5,80 o litro, por exemplo, custaria R$ 290.
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