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É uma boa opção?

BYD Dolphin Mini: o elétrico de entrada vale a pena? Veja análise

Com preço na faixa de hatches compactos, o modelo da BYD promete economia. Analisamos custos, versões, benefícios e a autonomia real.

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BYD Dolphin Mini
BYD Dolphin Mini Foto: BYD/Divulgação

O BYD Dolphin Mini desembarcou no Brasil com um preço agressivo, posicionando-se como um dos carros elétricos mais baratos do país. O modelo é vendido em duas versões: a GL, com bateria de 30 kWh e 250 km de autonomia, e a GS, que custa R$ 119.990, tem bateria de 38 kWh e autonomia de 280 km. Com esse valor, ele entra na mesma faixa de preço de hatches compactos a combustão bem equipados, como o Chevrolet Onix e o Hyundai HB20, levantando a dúvida: a troca vale a pena?

A resposta depende diretamente do perfil de uso do motorista. Para quem roda principalmente na cidade e tem onde carregar o veículo em casa ou no trabalho, a migração pode ser financeiramente vantajosa. A principal economia está no "abastecimento" e na manutenção reduzida.

Vantagens do elétrico de entrada

O custo por quilômetro rodado é o grande atrativo. Uma carga completa do Dolphin Mini na versão GS, que oferece autonomia de 280 quilômetros segundo o Inmetro, custa em média R$ 30, variando conforme a tarifa de energia local. Um carro a gasolina com consumo de 13 km/l gastaria mais de R$ 120 para percorrer a mesma distância.

A manutenção também é mais simples e barata. Motores elétricos não exigem troca de óleo, filtros de combustível, velas ou correias. Além disso, alguns estados brasileiros oferecem isenção ou desconto no IPVA para veículos elétricos.

No quesito equipamentos, o modelo se destaca frente aos rivais a combustão. Ele já vem de fábrica com central multimídia com tela giratória, painel de instrumentos digital, seis airbags e chave presencial.

Os pontos de atenção

O principal desafio continua sendo a autonomia e a infraestrutura de recarga. A autonomia declarada pode ser menor no uso real, especialmente em estradas e com o ar-condicionado ligado, o que exige planejamento para viagens mais longas.

A dependência de uma garagem é outro fator crucial. Embora a rede de carregadores públicos esteja crescendo, ela ainda é limitada. O ideal é ter um carregador do tipo wallbox em casa, cujo custo de instalação pode variar de R$ 5 mil a R$ 8 mil.

O tempo de recarga também é um ponto a ser considerado. Em um carregador residencial, o processo pode levar mais de 10 horas. Em pontos de recarga rápida, é possível ir de 30% a 80% da bateria em cerca de 30 minutos, mas encontrá-los ainda não é uma tarefa simples em todas as cidades.

Por fim, o valor do seguro e a liquidez na revenda ainda são incertezas. Seguradoras podem cobrar valores mais altos para modelos elétricos, e o mercado de usados para essa tecnologia no Brasil ainda está em formação.

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