x
UAI
O tamanho da economia

Carro elétrico: quanto custa ‘encher o tanque’ em casa x em postos?

Colocamos na ponta do lápis o custo real para recarregar a bateria de um carro elétrico em casa e comparamos com os valores de estações públicas

Publicidade
Estação de carregamento para carro elétrico
Estação de carregamento para carro elétrico Foto: Divulgação/GreenV

Carregar um carro elétrico em casa pode custar menos da metade do valor cobrado em um eletroposto público de recarga rápida. A diferença no bolso do motorista evidencia que a maior vantagem financeira do veículo elétrico está no uso cotidiano, quando a bateria é completada na tomada de casa, durante a noite.

Essa economia, no entanto, depende diretamente do preço da energia elétrica na sua região e do modelo do carro. O custo do quilowatt-hora (kWh) residencial no Brasil varia, mas uma média nacional (referente a agosto de 2026), considerando impostos, fica em torno de R$ 0,85. Esse valor pode mudar de acordo com a bandeira tarifária vigente no mês.

Para entender o impacto real, usamos como exemplo o BYD Dolphin Mini, o elétrico mais vendido do país e fabricado no Brasil desde 2026. Sua bateria tem capacidade de 38 kWh, e a autonomia homologada pelo Inmetro chega a até 280 km no ciclo combinado. Fazer uma recarga completa de 0% a 100% em uma tomada residencial custaria, com base na média de preço, aproximadamente R$ 32,30, o que representa um custo por quilômetro rodado de cerca de R$ 0,12.

Quanto custa em um posto de recarga?

O cenário muda completamente nas estações públicas, especialmente nas de recarga rápida (corrente contínua, ou DC). Nestes locais, o valor por kWh costuma variar entre R$ 1,80 e R$ 2,50. A conveniência de carregar a bateria em menos de uma hora tem seu preço.

Usando o mesmo BYD Dolphin Mini como base, o custo para encher a bateria em um eletroposto seria bem maior. Na opção mais barata (R$ 1,80/kWh), o valor subiria para R$ 69,12. Já no cenário mais caro (R$ 2,50/kWh), o desembolso chegaria a R$ 96,00 para a mesma recarga completa.

Vale lembrar que muitos estabelecimentos comerciais, como shoppings e supermercados, oferecem pontos de recarga sem custo para os clientes, uma tendência que se expandiu no Brasil em 2026. Geralmente, são carregadores mais lentos (corrente alternada, ou AC), ideais para quem vai passar algumas horas no local e quer recuperar uma parte da autonomia da bateria.

A conta final mostra que a recarga doméstica é a principal aliada do bolso para quem adere à mobilidade elétrica. Os postos públicos funcionam como uma solução essencial para viagens longas ou situações de emergência, onde a velocidade de recarga justifica o custo mais elevado.

• Assista aos vídeos do VRUM no YouTube e no Dailymotion!